A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito e indiciou o médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes por estupro e violação sexual mediante fraude. O caso ocorreu em 11 de fevereiro, em uma clínica no bairro Santa Efigênia, região Centro-Sul de Belo Horizonte, durante um exame médico.
De acordo com a delegada Larissa Mascotte, da Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual, a vítima, uma jovem de 18 anos, procurou uma clínica de diagnóstico por imagens para realizar um exame abdominal quando o crime aconteceu.
* Durante o procedimento, o médico Eliphas Levi sugeriu a realização de um exame transvaginal sem comunicação prévia à secretaria da clínica.
* Segundo o relato da vítima aos investigadores, o médico “teria introduzido dois dedos em suas partes íntimas, sem qualquer aviso prévio ou sem qualquer explicação adequada. E também, em seguida, ele teria exposto seu órgão genital e pedido para que ela praticasse atos libidinosos com ele”.
* O suspeito foi preso em flagrante no dia do ocorrido e posteriormente teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça, permanecendo detido após a conclusão do inquérito.
Em seu depoimento, o médico confirmou ter realizado o exame transvaginal na paciente, mas negou ter praticado qualquer ato libidinoso contra a vontade da vítima. No entanto, a delegada Larissa Mascotte destacou que “as declarações contradizem as próprias provas dos autos, tendo em vista que esse exame, embora ele tenha sido feito, não há registros dele na clínica, não há sequer a comunicação prévia desse exame à secretaria da clínica”.
A defesa do médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes foi procurada, mas não se manifestou sobre o caso até o momento.
Para casos de violência sexual ou doméstica, as denúncias podem ser feitas através do telefone 190 em situações de emergência, ou pelo Disque 180, que funciona 24 horas por dia e oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção às mulheres.