Minas Gerais registrou as primeiras mortes por dengue em 2026, com dois óbitos confirmados no Triângulo Mineiro. As vítimas foram uma idosa de 93 anos, residente em Uberlândia, que apresentava comorbidades, e um homem de 55 anos, morador de Frutal.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que está monitorando não apenas os casos de dengue, mas também o aumento de outras arboviroses na região, com especial atenção para a chikungunya. O cenário atual apresenta números significativos, com 10.085 casos prováveis de dengue registrados no estado, dos quais 2.717 foram confirmados, além de 11 óbitos ainda em investigação.
Em comparação com anos anteriores, houve uma redução expressiva nos casos. Em 2025, o estado registrou 118.858 casos de dengue, representando uma queda de 92% em relação a 2024, quando Minas Gerais enfrentou um surto significativo com mais de 6,4 milhões de casos prováveis e 5.972 mortes.
Para enfrentar a situação atual, a SES está promovendo ações preventivas e de capacitação:
* Realização de oficinas de capacitação para médicos e enfermeiros em Uberlândia (10/01) e Ituiutaba (11/01), focando na identificação de sintomas, diagnóstico e manejo clínico dos pacientes
* Orientação à população sobre a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, com foco em recipientes que acumulam água parada
* Recomendações para que a população busque atendimento médico ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou sinais de agravamento
A vigilância em saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado dos casos, especialmente quando há sinais de agravamento como dor abdominal intensa e vômitos persistentes.