O setor da construção civil em Minas Gerais registrou um aumento significativo em seus custos no início de 2026, refletindo principalmente o impacto dos reajustes salariais e despesas com transporte. De acordo com dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), o valor médio da construção no estado alcançou R$ 1.834 em janeiro de 2026, representando um aumento de 7,1% em comparação com janeiro de 2025, quando o custo era de R$ 1.712.
Em paralelo a este cenário da construção civil, o mercado financeiro em Minas Gerais apresentou movimentações significativas nos últimos anos. Os dados do Banco Central revelam uma evolução nos depósitos da poupança, que aumentaram de R$ 3,40 trilhões em 2021 para R$ 4,2 trilhões em 2025. No entanto, as retiradas superaram os depósitos, resultando em um déficit de R$ 85 bilhões em 2025, com saques totalizando R$ 4,3 trilhões.
No setor do agronegócio, Minas Gerais se destaca com a produção de castanha de baru do Cerrado, que será apresentada na feira Biofach 2026 em Nuremberg, Alemanha. A recente autorização da União Europeia para exportação do produto torrado abriu novas perspectivas para os produtores locais. A Copabase, cooperativa situada em Arinos que representa aproximadamente 300 famílias, busca expandir suas operações no mercado europeu, aproveitando o alto valor agregado deste produto do Cerrado mineiro.
O setor da construção civil projeta que os preços ao longo de 2026 devem seguir o comportamento da inflação, enquanto os especialistas financeiros indicam que, apesar da facilidade operacional da poupança continuar atraindo depósitos, a busca por melhores rendimentos em investimentos como o Tesouro Direto e a necessidade de cobrir despesas sazonais têm influenciado o aumento das retiradas.