O governo Trump voltou a acusar a China de realizar testes nucleares secretos, destacando uma “expansão sem limites nem transparência” do arsenal atômico chinês. A acusação foi feita pelo subsecretário dos EUA para o controle de armas, Thomas DiNanno, durante conferência sobre desarmamento na ONU.
A declaração surge em um momento crítico, com o fim do tratado New START entre EUA e Rússia, e em meio a tentativas de Washington de limitar a expansão nuclear chinesa. Segundo dados do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri), a China possui cerca de 600 ogivas nucleares, enquanto EUA e Rússia mantêm mais de 5.000 cada.
“O governo dos EUA está ciente de que a China realizou testes explosivos nucleares. O arsenal nuclear inteiro da China não tem limites, nem transparência, nem declarações, nem mecanismos de controle”, afirmou DiNanno durante sua fala na ONU.
* DiNanno propôs negociações trilaterais envolvendo EUA, Rússia e China para estabelecer um novo acordo que limite a proliferação nuclear. No entanto, Pequim tem rejeitado sistematicamente essa possibilidade, argumentando que seu arsenal é significativamente menor que o das outras potências.
* Em novembro, Trump já havia acusado China e Rússia de realizarem testes secretos, ordenando que os EUA também realizassem testes similares, o que elevou as tensões entre as potências mundiais.
* A realização de testes nucleares é proibida pelo direito internacional e pode desestabilizar a segurança mundial, segundo a Organização do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBTO).
Trump manifestou-se nas redes sociais defendendo a criação de um novo tratado nuclear “aprimorado”. Em sua publicação na Truth Social, afirmou ter evitado “guerras nucleares” em diferentes partes do mundo e sugeriu que especialistas trabalhem em um novo acordo mais moderno e duradouro.
Fontes indicam que EUA e Rússia estão em negociações para um possível prolongamento do tratado nuclear, com indicações de que um novo acordo poderia incluir a China. O New START, que expirou recentemente, estabelecia limites para o número de ogivas atômicas estratégicas e impunha regras às capacidades militares das potências envolvidas.
A situação atual reflete um momento delicado nas relações internacionais, com as principais potências nucleares buscando estabelecer novos parâmetros para o controle de armas atômicas em um cenário global cada vez mais complexo.