A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou a 12ª morte por intoxicação de metanol em bebida alcoólica adulterada. A vítima mais recente é um jovem de 26 anos, morador de Mauá, na Grande São Paulo, que faleceu após consumir vodka contaminada.
O caso teve início em 19 de janeiro, quando o jovem procurou atendimento em uma UPA com sintomas de intoxicação. Exames laboratoriais confirmaram a presença de metanol em concentração de 124 mg/dl, levando ao óbito do paciente em 29 de janeiro.
* O paciente apresentou os primeiros sintomas como dores e náuseas em 19 de janeiro, sendo inicialmente atendido na UPA Barão de Mauá
* No dia seguinte, foi transferido para o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini
* A coleta de material para análise foi realizada em 20 de janeiro
* O laudo confirmando a presença de metanol foi liberado em 26 de janeiro
* O óbito foi confirmado em 29 de janeiro
A Vigilância Sanitária de Mauá, em conjunto com a Polícia Civil, realizou uma operação no estabelecimento onde a bebida foi adquirida, uma adega localizada no bairro Jardim Canadá. Durante a ação, foram apreendidas garrafas de bebida alcoólica que foram encaminhadas para análise laboratorial no Instituto de Criminalística.
De acordo com o último boletim da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, existem 52 casos confirmados de intoxicação por metanol no estado. Além das 12 mortes já confirmadas, outras quatro estão sob investigação, sendo uma em Guariba (39 anos), uma em São José dos Campos (31 anos) e duas em Cajamar (29 e 38 anos). A pasta também informou que 570 casos foram descartados.
As autoridades sanitárias reforçam a orientação para que a população evite o consumo e a compra de bebidas sem rótulo, lacre de segurança ou selo fiscal, como medida preventiva contra intoxicações por metanol.