O governo brasileiro anunciou oficialmente seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet para o cargo de secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi comunicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira (2), destacando a importância histórica de ter uma mulher no comando da organização após oito décadas.
Michelle Bachelet possui uma trajetória marcada por conquistas pioneiras em sua carreira política e diplomática. Como primeira mulher a ocupar diversos cargos de destaque no Chile, sua candidatura representa um momento significativo para a representatividade feminina em organizações internacionais.
Pontos principais da candidatura e apoios:
* A candidatura de Michelle Bachelet foi apresentada formalmente pelos governos do Chile, Brasil e México, demonstrando um forte apoio regional à sua indicação.
* Em sua carreira, Bachelet foi a primeira mulher a presidir o Chile por dois mandatos, além de ter sido pioneira como ministra da Defesa e da Saúde em seu país.
* No sistema ONU, teve papel fundamental na criação e consolidação da ONU Mulheres, sendo sua primeira diretora-executiva, e atuou como alta comissária para os Direitos Humanos.
O presidente Lula destacou em suas redes sociais: “Sua experiência, liderança e compromisso com o multilateralismo a credenciam para conduzir a ONU, em um contexto internacional marcado por conflitos, desigualdades e retrocessos democráticos”.
O Ministério das Relações Exteriores emitiu nota ressaltando que a candidatura reflete a vontade compartilhada dos países em fortalecer o sistema multilateral e promover uma liderança capaz de enfrentar os desafios atuais.
Atualmente, o cargo é ocupado pelo português António Guterres, que permanecerá até dezembro de 2026. O novo secretário-geral assumirá em 1º de janeiro de 2027.
O Itamaraty enfatizou o cenário internacional de “grande complexidade” e reafirmou o compromisso com o multilateralismo como pilar fundamental para uma governança global baseada na cooperação internacional.