Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro pelo PSD, anunciou durante visita a um estabelecimento na zona norte da cidade no último sábado, 31, que deixará o cargo em 20 de março para concorrer ao governo do Estado do Rio de Janeiro.
A confirmação oficial veio após uma série de especulações, tendo o prefeito já sinalizado essa possibilidade durante visita ao município de Santo Antônio de Pádua, em janeiro. Com sua saída, a administração municipal passará para as mãos do vice-prefeito Eduardo Cavaliere, também do PSD.
Um acordo político significativo foi estabelecido entre Eduardo Paes e o atual governador Cláudio Castro (PL), que beneficiará ambos nas eleições de outubro:
* Castro focará sua candidatura ao Senado, sem enfrentar resistência na capital
* Paes receberá apoio da máquina estadual para fortalecer sua presença no interior e na Baixada Fluminense
* O acordo conta com respaldo de membros do Centrão, incluindo o deputado Doutor Luizinho, presidente do PP no Rio
A saída de Cláudio Castro do governo estadual, também prevista para abril, criará uma situação peculiar devido à ausência de vice-governador desde maio do ano passado, quando Thiago Pampolha assumiu cargo no Tribunal de Contas do Estado:
* O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, assumirá interinamente o governo para conduzir eleição indireta
* Nicola Miccione, atual secretário da Casa Civil e recém-filiado ao PL, é o nome defendido por Castro para o mandato-tampão
* A escolha de Miccione é vista como estratégica por sua lealdade a Castro e por não representar ameaça à candidatura de Paes
A movimentação política representa uma mudança significativa no cenário eleitoral do Rio de Janeiro, com Eduardo Paes alterando seu posicionamento anterior, quando negava a possibilidade de deixar a prefeitura antes do término do mandato. A articulação demonstra uma reorganização das forças políticas visando as eleições de outubro.