A escolha do presidente do IBGE está no centro de um intenso debate institucional, com o sindicato nacional dos servidores (Assibge) buscando modificar o atual modelo de nomeação. A proposta visa substituir a indicação exclusiva pelo presidente da República por um sistema de lista tríplice, similar ao adotado pela Fiocruz e universidades federais.
A discussão ganhou maior relevância em meio à crescente tensão institucional sob a gestão de Márcio Pochmann. O sindicato realizou encontro com a Secretaria-Geral da Presidência da República em Brasília para expor a situação crítica do órgão, onde foram relatadas condutas consideradas autoritárias e antissindicais da atual administração.
* A Assibge está articulando com parlamentares de diferentes correntes políticas a aprovação de um projeto de lei suprapartidário para modificar o processo de escolha do presidente do instituto.
* Uma nova reunião será agendada entre a Assibge e a Secretaria-Geral da Presidência, desta vez com a participação do secretário Guilherme Boulos, embora a data ainda não tenha sido definida.
* O clima de tensão se intensificou nas últimas semanas com a exoneração de funcionários importantes, incluindo Rebeca Palis, que era responsável pelas contas nacionais, próximo à divulgação do PIB de 2025.
A situação atual revela um cenário complexo, onde há busca por uma resolução que não prejudique ainda mais a reputação do instituto. No entanto, essa tarefa tem se mostrado cada vez mais desafiadora devido ao agravamento das tensões entre os servidores e a presidência.
Nos bastidores, informações indicam que Pochmann já estaria enfrentando desgastes com os ministérios do Planejamento e da Gestão. Entre os servidores, existe uma corrente que defende uma postura mais assertiva do sindicato na defesa da instituição, especialmente após as recentes exonerações de profissionais reconhecidos e respeitados no setor.