A Polícia Federal iniciou uma investigação sobre possíveis irregularidades envolvendo o banco Master, focando especialmente na suposta contratação de influenciadores digitais para realizar uma campanha contra o Banco Central (BC).
De acordo com as investigações preliminares, o Banco de Brasília (BRB) teria realizado operações consideradas irregulares com o Master, em uma aparente tentativa de fortalecer a instituição durante o período em que o BC analisava uma proposta de aquisição. Embora o BRB tenha formalizado uma oferta em março deste ano, a transação foi posteriormente vetada pelo Banco Central.
* Os influenciadores digitais Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite revelaram publicamente terem recebido propostas para publicar conteúdo em defesa do Master em suas redes sociais. A Polícia Federal realizou uma análise inicial das publicações e identificou possíveis condutas criminosas.
* Em depoimento ao Supremo, a PF justificou a abertura do inquérito com o objetivo de investigar a possível existência de uma ação coordenada e remunerada contra o Banco Central.
Na última segunda-feira (26), apenas um dos quatro executivos convocados compareceu para prestar esclarecimentos. Dário Oswaldo Garcia Junior foi ouvido durante uma hora, enquanto Henrique Peretto e André Felipe Maia não compareceram. Alberto Felix de Oliveira optou por exercer seu direito ao silêncio.
As defesas dos executivos argumentaram que o prazo para análise do processo foi insuficiente, levando a delegada responsável pelo caso, Janaína Palazzo, a reorganizar parte da programação para evitar possíveis nulidades processuais.