O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em confronto direto com o prefeito de Minneapolis após duas mortes causadas por agentes federais de imigração na cidade, acusando o líder municipal de “brincar com fogo” ao questionar sua política migratória.
A tensão na cidade de 400 mil habitantes escalou após as mortes de Alex Pretti, 37 anos, baleado por agentes da Patrulha de Fronteira (CBP), e Renee Good, também de 37 anos, morta por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em 7 de janeiro.
* O prefeito democrata Jacob Frey declarou publicamente no X que “não aplica e não aplicará as leis federais de imigração”, provocando uma forte reação de Trump em sua plataforma Truth Social.
* A congressista democrata Ilhan Omar, nascida na Somália, foi agredida durante um evento público por um homem que a atingiu com um líquido não identificado. Após o incidente, ela manteve sua posição de “abolir a fiscalização da imigração”.
* Um relatório preliminar do Departamento de Segurança Interna revelou que dois policiais atiraram em Pretti apenas cinco segundos após um deles gritar “Ele está armado!”, mesmo que o enfermeiro, que tinha porte legal de arma, nunca a tenha sacado.
A situação gerou preocupação internacional, com manifestações do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e do chanceler alemão, Friedrich Merz, que descreveu o “nível de violência” nos Estados Unidos como “alarmante”.
A controvérsia se intensificou quando um agente federal tentou entrar no consulado equatoriano em Minneapolis, levando o Equador, tradicionalmente aliado de Washington, a emitir uma nota de protesto.
Tom Homan assumiu a liderança da operação anti-imigração após a saída do chefe da Patrulha de Fronteira, Gregory Bovino, que Trump descreveu à Fox News como “muito bom, mas excêntrico”.
Em meio à crescente tensão, uma juíza de Minnesota prometeu uma decisão rápida sobre o pedido do procurador-geral do estado para suspender a operação contra imigrantes em situação irregular. A Justiça também impediu a deportação do menino Liam “Conejo” Ramos, de 5 anos, e seu pai equatoriano, cuja foto viralizou nas redes sociais.