O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que uma frota da Marinha americana está se dirigindo ao Golfo Pérsico, mantendo a pressão sobre o Irã, mesmo com a aparente redução da possibilidade de uma intervenção militar.
A tensão entre os dois países, que são inimigos desde a revolução de 1979, permanece em níveis elevados, especialmente após os recentes protestos no Irã contra o regime teocrático, desencadeados pelo aumento do custo de vida.
* O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln recebeu ordens para deixar exercícios no Mar da China Meridional e seguir para o Oriente Médio, conforme relatado pela imprensa americana.
* “Estamos vigiando o Irã”, declarou Trump a repórteres no Air Force One, ao retornar do Fórum Econômico Mundial em Davos. “Eles sabem que temos muitos navios indo naquela direção, por precaução”.
* Trump afirmou que sua ameaça de usar força contra o Irã levou o governo islâmico a suspender 837 execuções de manifestantes, mantendo, contudo, a disposição para o diálogo: “O Irã quer conversar, e nós conversaremos”.
* O presidente americano intensificou o tom contra os líderes iranianos, ameaçando “exterminá-los da face da Terra” caso algo acontecesse com ele.
* Em resposta, o general iraniano Ali Abdollahi Aliabadi advertiu que “todos os interesses, bases e centros de influência americanos” seriam “alvos legítimos” em caso de ataque dos EUA.
* O chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, declarou que suas forças estão “com o dedo no gatilho”, prontas para seguir as ordens do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
A situação no Irã permanece crítica, com as autoridades relatando 3.117 mortes durante os protestos, embora grupos de direitos humanos afirmem que o número real seja superior. A ONG Netblocks reportou que o país está sem acesso à internet há duas semanas, o que, segundo organizações de direitos humanos, pode estar ocultando a verdadeira extensão da repressão.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, mantém uma postura ambígua, ameaçando retaliação mas também sinalizando que Teerã permanece “disposto a conduzir negociações reais e sérias”, conforme publicado no Wall Street Journal.