Cassiano Cosmo Lourenço da Silva, de 42 anos, teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (22). O homem é acusado de matar a própria mãe, Francisca de Souza, de 84 anos, e ferir gravemente seu sobrinho-neto de 14 anos, em um violento ataque ocorrido na segunda-feira (19), no bairro Piratininga, região de Venda Nova, em Belo Horizonte.
O crime brutal revelou um histórico de problemas de saúde mental e dependência química do acusado. Diagnosticado com esquizofrenia há cerca de dois anos, Cassiano apresentava um histórico de comportamento errático e violento.
* Na segunda-feira que antecedeu o crime, a vítima demonstrou preocupação com o comportamento do filho, relatando a familiares que ele estava quebrando objetos dentro do quarto.
* Uma irmã do acusado visitou a residência para verificar a situação e encontrou Cassiano aparentemente tranquilo, embora tremendo muito. Quando questionado sobre medicação, ele negou estar tomando, alegando apenas ansiedade.
* Na madrugada do crime, familiares ainda mantiveram contato telefônico com a vítima, que afirmou estar tudo bem por volta das 4h da manhã.
* O ataque ocorreu horas depois, quando Cassiano agrediu sua mãe e o sobrinho-neto com um pedaço de madeira e um objeto perfurante. Um cachorro da família também foi morto ao tentar defender a idosa.
O adolescente de 14 anos permanece internado em estado grave, porém estável, no Hospital Risoleta Neves. Ele sofreu afundamento de crânio e apresenta sinais de esganadura no pescoço.
Segundo relatos familiares, Cassiano possui um histórico preocupante, incluindo passagens pela polícia por estupro em 2020 e lesão corporal em 2023, após agredir um familiar. Tentativas anteriores de tratamento foram frustradas, incluindo uma internação em Ribeirão das Neves, da qual ele fugiu ao descobrir que a família custeava o tratamento.
A ocorrência está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais, após a detenção do suspeito pela Polícia Militar. “Agora o que eu espero é que ele pague pelo que fez e que a justiça seja feita”, declarou um familiar do acusado.