O líder do PT na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (RJ), apresentou representações contra o senador Flávio Bolsonaro em múltiplas instâncias judiciais devido ao compartilhamento de um vídeo manipulado do presidente Lula.
A controvérsia surgiu após Flávio Bolsonaro compartilhar um vídeo editado de forma manipulada, onde uma fala do presidente Lula sobre educação foi retirada de contexto, gerando desinformação nas redes sociais.
* Lindbergh Farias protocolou representações na Advocacia-Geral da União (AGU), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Supremo Tribunal Federal (STF), classificando as ações de Flávio Bolsonaro como “imputações criminosas sem qualquer respaldo factual”.
* O vídeo original mostrava Lula criticando o fato histórico de que a primeira universidade brasileira só foi fundada no século passado, contextualizando que existia um pensamento de que “pobre não precisa estudar”, em tom de crítica a essa mentalidade.
* Flávio Bolsonaro compartilhou apenas um trecho descontextualizado do discurso, reagindo com a afirmação: “Lula, você não está batendo bem da cabeça não. O pobre vai fazer o que ele quiser, quer que o filho dele prospere”.
* Mesmo após a remoção do vídeo por Flávio Bolsonaro, Lindbergh argumentou que “a eventual exclusão posterior da publicação não afasta a ilicitude, já que o conteúdo segue circulando em diversos perfis”.
O deputado petista também destacou que “o processo eleitoral se constrói de forma permanente”, e que a disseminação de desinformações pode influenciar a opinião pública ao longo do tempo.
Este não é um caso isolado de confronto entre os parlamentares. Recentemente, Lindbergh também acionou a Justiça contra outros políticos por compartilharem conteúdos manipulados envolvendo o presidente Lula.