O presidente francês Emmanuel Macron criticou duramente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), classificando-a como uma “instituição enfraquecida”. A declaração foi feita em meio às tensões crescentes entre os países membros da aliança militar e às recentes movimentações políticas envolvendo os Estados Unidos.
Em um pronunciamento contundente, Macron expressou preocupação com o atual estado da aliança militar ocidental, fazendo referência específica à recente tentativa do presidente americano Donald Trump de adquirir a Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca.
O líder francês destacou que a Otan está passando por um momento de fragilidade institucional, evidenciado pela falta de coordenação estratégica entre seus membros e decisões unilaterais que comprometem a coesão da aliança. Macron enfatizou que a situação atual demanda uma reavaliação profunda dos objetivos e da estrutura da organização.
A crítica de Macron surge em um momento delicado para a aliança militar, que enfrenta desafios internos e externos, incluindo divergências sobre financiamento, estratégias de defesa e relações com outros poderes globais. O presidente francês tem sido uma voz ativa na defesa de uma maior autonomia estratégica europeia em questões de defesa.
A menção à questão da Groenlândia por Macron ilustra sua preocupação com ações unilaterais que podem afetar a estabilidade da aliança. O episódio, que gerou tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e a Dinamarca, é visto como um exemplo das dificuldades enfrentadas pela Otan em manter sua unidade e propósito original.