O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as tensões diplomáticas com a Europa ao declarar que “o mundo não estará seguro” até que os EUA assumam o controle da Groenlândia, território autônomo pertencente à Dinamarca. A declaração foi feita em uma mensagem enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store.
Em meio à crescente tensão diplomática, Trump expressou sua insatisfação em diversos aspectos:
* Em mensagem ao premiê norueguês, Trump afirmou que “o mundo não estará seguro a menos que tenhamos controle total e completo sobre a Groenlândia”.
* O presidente americano manifestou irritação por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz, declarando: “Tendo em conta que o seu país decidiu não me dar o Prêmio Nobel da Paz por ter feito oito guerras ou mais, já não me sinto obrigado a pensar apenas na paz”.
* Trump justificou sua posição alegando que “precisa” da ilha para impedir que Rússia e China estabeleçam hegemonia no Ártico, acrescentando que “a Dinamarca não consegue proteger aquela terra da Rússia ou da China”.
Como retaliação à oposição europeia, Trump ameaçou impor tarifas de 25% a oito países da União Europeia, incluindo Reino Unido, Alemanha, França e Noruega. Em resposta, a UE planeja uma cúpula extraordinária em Bruxelas para discutir as ameaças americanas.
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, manteve-se firme contra a pressão americana, declarando: “Não vamos deixar que nos pressionem”. A Dinamarca também respondeu através de seu ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, informando que medidas já foram tomadas para reforçar a presença militar no Ártico.
A União Europeia demonstrou estar preparada para enfrentar as ameaças de Trump. O comissário europeu Stéphane Séjourné destacou que o bloco possui ferramentas para dissuadir novas tarifas, incluindo o “Instrumento Anticoerção”, um mecanismo que permite implementar contramedidas econômicas.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, busca uma solução diplomática e planeja se reunir com Trump em Davos para evitar uma escalada tarifária, alertando que a Europa também poderia reagir com medidas próprias.