Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama do Brasil, realizou alterações significativas em uma publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, 16, relacionada à transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para as instalações da Papudinha. A modificação do texto ocorreu aproximadamente uma hora após a postagem original.
Na primeira versão da publicação, divulgada por volta das 13h, Michelle Bolsonaro descreveu as instalações do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal como “menos torturantes”. No entanto, a publicação foi posteriormente editada, substituindo essa expressão por “menos prejudiciais à saúde” do ex-presidente.
As alterações no texto foram significativas e incluíram a remoção de diversos trechos:
* O primeiro parágrafo, que continha declarações sobre a inocência do ex-presidente, foi completamente removido. Nele, Michelle afirmava: “Meu marido não cometeu crime algum. Não houve nenhum golpe. Nunca deveria ter sido condenado. Está tudo errado desde o início”
* Uma menção à “certeza da injustiça” também foi excluída da nova versão
* O trecho que falava sobre a união familiar foi suprimido: “Eu, minhas filhas e meus enteados – os filhos do meu amor – estamos unidos para cuidar do nosso líder, pai e esposo”
Michelle Bolsonaro manteve na versão final seu compromisso de continuar lutando para levar o marido para casa. Também permaneceu inalterado o pedido para não ser julgada por suas declarações: “Àqueles que também amam e defendem o meu amor, o nosso líder, peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”.
Segundo informações de aliados do ex-presidente, Bolsonaro avaliou positivamente sua transferência da Superintendência Regional da Polícia Federal para o presídio da Papudinha, considerando a decisão um “bom gesto”. Na quinta-feira, 15, Michelle havia feito um agradecimento público à PF pelos cuidados e auxílio prestados ao ex-presidente durante sua permanência sob custódia da corporação.
Jair Bolsonaro, que foi transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por crimes que incluem tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.