Idosa de 84 anos é morta durante latrocínio em Pedralva; quatro são presos

Foto: Reprodução / Redes Sociais
Dívida de R$ 20 mil pode ter motivado o assassinato de Zilda Vilas Boas, de 84 anos, em Pedralva, no Sul de Minas Gerais
Uma dívida de R$ 20 mil pode ter motivado o assassinato da idosa Zilda Vilas Boas, de 84 anos, durante um latrocínio ocorrido no povoado Pitangueiras, em Pedralva, no Sul de Minas Gerais, na madrugada desta quarta-feira (28/10).
Um homem de 37 anos, apontado como portador da dívida e possível autor do crime, foi preso junto com outros três suspeitos — entre eles uma mulher de 49 anos. O celular do principal suspeito foi apreendido pelas autoridades.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar (PMMG), outros dois idosos, de 67 e 91 anos, estavam na residência no momento do crime. O idoso de 67 anos foi internado em estado grave em decorrência dos ferimentos sofridos durante a ação.
O idoso de 91 anos relatou aos militares que três criminosos chegaram ao local por volta das 2h da manhã, anunciaram o roubo e amarraram ele e as outras duas vítimas. Por estar na parte interna do imóvel, ele afirmou que não conseguia ver o que os suspeitos estavam fazendo durante a ação.
Por volta das 3h30, o idoso conseguiu escapar e foi pedir ajuda a moradores da região. Ele conseguiu falar com um neto de Zilda Vilas Boas, que acionou a Polícia Militar para atender à ocorrência.
Polícia localiza suspeito após relato de testemunhas
Durante as diligências, testemunhas relataram aos policiais que, um dia antes do crime, um Citroen C3 ocupado por três homens e uma mulher circulou pelo povoado de Pitangueiras e fez contato com o suspeito de 37 anos.
Após ser localizado pelos militares, o homem afirmou que conhecia apenas a suspeita de 39 anos e disse que estavam no povoado para cobrar uma dívida com um morador da região. Esse morador foi encontrado pelos militares e negou ter qualquer débito com alguém.
Ele afirmou conhecer as três vítimas e revelou que uma delas guardava dinheiro na residência. A testemunha ainda declarou que o possível autor possuía uma dívida de R$ 20 mil e sabia que Zilda Vilas Boas guardava dinheiro em casa.
Os militares também se dirigiram à residência da mulher de 49 anos e foram atendidos pela mãe dela, que afirmou não saber o paradeiro da filha.
A perícia da Polícia Civil (PCMG) compareceu à residência e constatou que Zilda Vilas Boas apresentava sinais de agressão. No entanto, não foi possível atestar a causa da morte durante os primeiros trabalhos periciais.
As investigações seguem em andamento para identificar e prender todos os envolvidos no crime.