Tesouro Nacional recompra R$ 7,1 bi em títulos

Imagem ilustrativa: Renda | PIB | Dinheiro | Juros | Investimento - Foto : Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Tesouro Nacional realizou três leilões de recompra de papéis públicos em meio à alta dos juros futuros e à turbulência nos mercados financeiros
O Tesouro Nacional recomprou R$ 7,1 bilhões em títulos públicos nesta segunda-feira, em meio à turbulência dos mercados financeiros registrada após o período eleitoral. A medida foi adotada como resposta à elevação das taxas de juros futuros, que pressionaram os preços dos papéis negociados no mercado secundário. O Tesouro Nacional realizou três leilões de recompra de títulos públicos ao longo do dia. A operação reduz a quantidade de papéis em circulação e amplia a liquidez do mercado, contribuindo para ordenar as negociações em momentos de maior instabilidade.
Parte dos investidores passou a exigir juros mais elevados para financiar a dívida pública brasileira, movimento que reflete incertezas sobre o cenário econômico e fiscal do país. Como os preços dos títulos públicos se movem em direção oposta às taxas de juros, a reavaliação dos investidores tende a ampliar as oscilações dos papéis no mercado secundário. As recompras realizadas pelo Tesouro Nacional buscam, justamente, reduzir esses movimentos abruptos e preservar a liquidez dos títulos durante períodos de maior turbulência. As taxas dos contratos mais longos chegaram a superar 15% ao ano durante o pregão.
Nas negociações entre 12h52 e 12h53, a taxa para janeiro de 2027 estava em 13,731% ao ano. O vencimento de janeiro de 2029 marcava 15,330%, enquanto o de janeiro de 2031 era negociado a 15,530%. Ao longo da sessão, os juros atingiram patamares ainda mais elevados. O contrato para janeiro de 2031, que havia iniciado os negócios a 14,460%, chegou à máxima de 15,940%. O de janeiro de 2029 alcançou 15,850%, enquanto o de janeiro de 2027 atingiu 14,020%. O movimento nos mercados também reflete preocupações com a inflação e as contas públicas. A valorização do dólar pode encarecer produtos importados e elevar as expectativas inflacionárias, reduzindo o espaço para cortes na taxa Selic. O Tesouro Nacional segue monitorando as condições do mercado e pode realizar novas operações caso a volatilidade persista.