Roscoe diz que reflete sobre participação no governo Cleitinho

Foto: Reprodução
Presidente da Fiemg diz estar em reflexão sobre participar da futura gestão de Cleitinho Azevedo em Minas Gerais
O empresário e presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe (PL), afirmou estar em processo de reflexão sobre o convite feito pelo governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) para integrar a futura gestão do estado. Roscoe, que também disputou o Palácio Tiradentes em 2026, aguardava o resultado do 2º turno das eleições presidenciais por ter interesse em um cargo em eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Com a derrota do correligionário, o empresário não descarta participar ou contribuir de alguma forma para a administração de Cleitinho. Roscoe abordou o tema nesta quinta-feira (29/10), durante o evento Imersão Indústria. "Ele fez o convite, eu falei que tinha que fazer uma reflexão, e continuo fazendo uma reflexão", declarou o empresário. "Eu sou empresário, eu nunca integrei governo nenhum, e, eventualmente, posso contribuir mais, mas eu não vou descartar nada sem antes ouvir exatamente o que se trata. O Cleitinho pediu que a gente sugerisse alguns nomes, eu falei com ele que ia sugerir dois ou três nomes para cada área." Segundo Roscoe, seu interesse está mais voltado à contribuição do que à ocupação de um cargo específico.
Ele mencionou que já conversou com o atual governador, Mateus Simões (PSD), sobre medidas que possam ser implementadas no estado, e que pretende dialogar também com Cleitinho sobre o mesmo tema. "Se for tratado, a gente vai dialogar, mas volto a dizer, minha preocupação é zero com cargo, é muito mais com proposta. Se a gente não conseguir implementar ainda no governo do Mateus as principais medidas, o Cleitinho falou que o que não for implementado, ele vai implementar logo no início do governo, para tirar o estado do cangote do cidadão", afirmou Roscoe. Na semana passada, durante o evento Minas Trend, Roscoe já havia revelado que existiam conversas prévias para uma eventual participação em um governo de Flávio Bolsonaro, razão pela qual aguardava o desfecho do 2º turno presidencial antes de avaliar qualquer envolvimento na gestão de Cleitinho. Flávio Bolsonaro obteve 48,21% dos votos e foi derrotado pelo presidente Lula (PT), que conquistou 51,79% dos votos.