Roscoe é cotado para ministério da Indústria no governo Flávio Bolsonaro

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Ex-presidente da FIEMG é apontado como nome forte para o Ministério da Indústria e Comércio Exterior em eventual governo de Flávio Bolsonaro
O ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe, surge como nome cotado para assumir o Ministério da Indústria e Comércio Exterior em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). O empresário disputou o Governo de Minas Gerais pelo Partido Liberal nas últimas eleições e terminou na 3ª colocação. Dentro do PL, Roscoe conta com o respaldo de lideranças mineiras do partido e é bem visto pelo entorno do clã Bolsonaro. Desde a eleição presidencial de 2022, o empresário mantém proximidade com a família e com integrantes da sigla, como o senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. A passagem pela presidência da FIEMG é apontada como um dos principais trunfos para uma eventual indicação.
À frente da entidade, Roscoe ganhou projeção nacional na defesa dos interesses do setor produtivo, com atuação em discussões sobre competitividade industrial, carga tributária, infraestrutura e ambiente de negócios. A experiência na interlocução com empresários e autoridades políticas também é considerada um ativo relevante para a composição de uma possível equipe econômica. A indicação representaria ainda uma aproximação do eventual governo de Flávio Bolsonaro com o setor industrial de Minas Gerais, estado que abriga um dos maiores parques industriais do país e tem peso estratégico nas articulações políticas e econômicas nacionais. A escolha de Roscoe abriria espaço para a participação de uma liderança mineira em uma das principais pastas da Esplanada dos Ministérios. No pleito anterior, o ex-presidente da FIEMG já era cotado e chegou a ser mencionado como possível candidato a vice de Jair Bolsonaro. A conversa sobre o ministério voltou à tona após o resultado do primeiro turno das eleições. Atualmente, no governo Lula, a pasta é comandada pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.