BH: operação prende nove suspeitos de aplicar golpes em idosos

Polícia Civil de Minas Gerais
Operação Consignatus prendeu nove suspeitos de aplicar golpes em idosos e aposentados na Grande BH, com prejuízo mínimo de R$ 300 mil
A Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou, nesta quarta-feira (28), a "Operação Consignatus", que resultou na prisão de nove suspeitos de aplicar golpes em idosos e aposentados nas cidades de Belo Horizonte, Vespasiano e Santa Luzia, na Região Metropolitana da capital. Segundo as investigações, o prejuízo causado às vítimas é de, no mínimo, R$ 300 mil. Entre os presos estão seis mulheres e três homens. Durante a operação, também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão. De acordo com a polícia, pelo menos 21 idosos e aposentados, além de um advogado, foram atingidos pelo esquema fraudulento. Conforme apurado durante a investigação, os suspeitos atraíam as vítimas com a promessa de cancelar descontos em benefícios previdenciários e devolver valores a aposentados. A partir desse contato, conseguiam obter senhas, documentos e acesso aos celulares das vítimas para, em seguida, aplicar os golpes.
Segundo Carlos Eduardo Vieira Nunes, delegado responsável pela "Operação Consignatus", o grupo criminoso atuava desde janeiro de 2025. A investigação teve início quando uma vítima procurou a delegacia no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte, relatando prejuízos em sua aposentadoria. "Eles atraíam as vítimas até algum escritório na capital e pegavam dados sensíveis como senha, filmagens e fotos. Os suspeitos já tinham experiência em empresas de empréstimo e conseguiram dados anteriormente dessas vítimas", relatou o delegado. Com as informações obtidas, os suspeitos contratavam empréstimos consignados, abriam contas digitais e realizavam transferências sem autorização das vítimas. Em alguns casos, chegavam a alterar a conta de recebimento da aposentadoria.
A investigação aponta ainda que integrantes do grupo acompanhavam pessoalmente os idosos até caixas eletrônicos para realizar saques em dinheiro. De acordo com Carlos Eduardo, os suspeitos serão ouvidos e, posteriormente, encaminhados ao presídio. Eles deverão ser indiciados pelos crimes de estelionato majorado contra idoso e possível formação de organização criminosa. A polícia também vai investigar se há outros envolvidos no esquema.