OMS lança guia contra obesidade infantil

Primeiro guia da OMS sobre obesidade em crianças e adolescentes traz recomendações sobre dieta, atividade física e saúde mental
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou, nesta quarta-feira (7), seu primeiro guia voltado ao enfrentamento da obesidade em crianças e adolescentes. O documento estabelece recomendações que envolvem dieta, atividade física e mudança de comportamento, podendo ser aplicadas de forma individual ou como parte de um programa multimodal. Entre as diretrizes apresentadas, a OMS destaca que "intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores". O guia também é claro ao afirmar que tratamentos com remédios, cirurgia bariátrica ou dispositivos para perda de peso não são recomendados para crianças com até nove anos de idade. Para adolescentes entre 10 e 19 anos, o cenário é diferente.
Medicamentos como canetas emagrecedoras podem ser considerados apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados. Já a intervenção cirúrgica pode ser avaliada em situações de obesidade grave. O guia da OMS também incorpora o acompanhamento em saúde mental como parte essencial do tratamento. Segundo a organização, condições como ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional podem contribuir diretamente para hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e isolamento social. Nesse sentido, a OMS reforça que "profissionais de saúde devem abordar tanto a obesidade quanto questões de saúde mental de forma precoce e conjunta, utilizando estratégias inclusivas, adequadas ao estágio de desenvolvimento e que envolvam a família". A recomendação reforça a necessidade de uma abordagem integrada e centrada no contexto familiar para o tratamento eficaz da obesidade infantojuvenil.