Nunes Marques diz não haver indícios de interferência internacional nas eleições

Antonio Augusto/Secom/TSR
Presidente do TSE afirma que não há relatórios da PF ou da Abin apontando riscos às eleições brasileiras
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, declarou neste domingo (4/10) que não há nenhum indicativo concreto de interferência internacional nas eleições brasileiras. A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao longo do dia eleitoral.
"Vamos falar do momento atual, até o momento, não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional", disse Nunes Marques.
O ministro também abordou a questão diplomática, esclarecendo que o monitoramento de riscos não aponta qualquer ameaça. "Sobre embaixada: sempre que existe um acirramento, um país pode suspender as atividades diplomáticas. O nosso indicativo das equipes que monitoram riscos não apontam nenhum tipo de risco. Nós não temos nenhum relatório da PF, da Abin, que aponte nenhum tipo de risco. Não recebemos nenhum indicativo concreto".
Além das declarações sobre segurança eleitoral, Nunes Marques avaliou positivamente o andamento do pleito, afirmando que a eleição transcorre de forma "bastante exitosa".
O ministro destacou que apenas 0,2% das urnas do país precisaram ser substituídas e que a votação está ocorrendo "normalmente" nas seções eleitorais de todo o Brasil.
O presidente do TSE também prestou uma homenagem à ministra Cármen Lúcia, sua antecessora na Corte, reconhecendo o papel dela na preparação do processo eleitoral.
"Como vocês sabem, o dia de hoje só é possível em razão de uma longa preparação que antecede o período eleitoral. Antes de fazer um resumo, queria fazer uma homenagem, com justiça, à ministra Cármen Lúcia, que foi quem iniciou toda essa preparação para as eleições de 2026", declarou Nunes Marques.
Ao encerrar suas considerações, o ministro reforçou que o sucesso do processo eleitoral é resultado de um esforço coletivo.
"Teremos com certeza uma eleição exitosa, mas esse êxito também precisamos dividir com os servidores e com a ministra", acrescentou.