Netanyahu convida Flávio Bolsonaro a visitar Israel

Flávio Bolsonaro - Foto: Agência Alesp
Primeiro-ministro israelense parabenizou Flávio Bolsonaro pela vitória no primeiro turno e propôs visita para fortalecer laços entre os países
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu entrou em contato com o senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para convidá-lo a visitar Israel. O objetivo, segundo comunicado divulgado pelo gabinete de Netanyahu nesta sexta-feira (9), é "renovar a profunda amizade" entre os dois países. A ligação ocorreu na noite de quinta-feira e contou também com a participação de Eduardo Bolsonaro, irmão do candidato. Flávio Bolsonaro lidera as pesquisas eleitorais à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e uma eventual vitória sua indica que o Brasil adotaria uma postura mais favorável a Israel nas relações internacionais. Durante o telefonema, Netanyahu "o parabenizou por sua grande conquista no primeiro turno das eleições presidenciais", conforme detalhou o comunicado oficial.
O gesto diplomático foi recíproco: "O primeiro-ministro convidou Bolsonaro para visitar Israel e, por sua vez, Bolsonaro convidou o primeiro-ministro para visitar o Brasil", diz o texto. O comunicado ainda acrescentou que "ambos querem renovar a profunda amizade entre os dois países, como parte da transformação que está ocorrendo nas relações de Israel com os países sul-americanos". O segundo turno das eleições presidenciais brasileiras está marcado para 25 de outubro, dois dias antes das eleições gerais em Israel. Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar por conspirar para dar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.
O cenário político na América Latina tem favorecido líderes de direita com posturas pró-Israel nos últimos anos. Entre os exemplos estão o presidente argentino Javier Milei e o colombiano Abelardo de la Espriella. Flávio liderava as pesquisas na quinta-feira com 52% das intenções de voto contra 48% de Lula, de acordo com o instituto Datafolha.