Clã Bolsonaro elege ao menos quatro familiares nas eleições

Michelle discursa em ato pró-anistia do 8 de Janeiro, junto a Bolsonaro (a partir da esquerda), Carlos, Flávio e Jair Renan — Foto: Miguel Schincariol/AFP/06-04-2025
Michelle Bolsonaro, Carlos, Jair Renan e Renato garantem vagas; veja quem se elegeu e quem ficou de fora no clã Bolsonaro
Nas eleições de 2026, oito familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro se candidataram a cargos legislativos em diferentes estados do país. Ao menos quatro deles já garantiram suas vagas no domingo (4), com destaque para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), eleita senadora pelo Distrito Federal, e Carlos Bolsonaro (PL), que conquistou uma cadeira no Senado por Santa Catarina.
Michelle Bolsonaro garantiu uma das vagas para o Senado pelo DF, onde cada estado elegeu dois senadores neste ciclo eleitoral. A ex-primeira-dama esteve à frente das pesquisas desde o início da campanha e teve como companheira de chapa Bia Kicis (PL), que também venceu.
Com isso, o Distrito Federal passa a ser representado exclusivamente por mulheres no Senado, já que Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022, permanece no cargo até 2030. Michelle cumprirá mandato entre 2027 e 2034.
Com 28 anos, Jair Renan Bolsonaro, o filho "04" do ex-presidente, concorreu a uma vaga de deputado federal por Santa Catarina e foi eleito, usando o mesmo nome do pai na urna. Esta é a primeira vez que Renan disputa um cargo no Legislativo federal. Desde 2024, ele ocupava o cargo de vereador em Balneário Camboriú (SC).
Carlos Bolsonaro (PL), que era vereador no Rio de Janeiro, transferiu seu domicílio eleitoral para concorrer ao Senado em Santa Catarina. Ele se elegeu em uma disputa acirrada com Esperidião Amin (PP) e Carol de Toni (PL), que ficou com a outra cadeira no estado.
Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, tentou uma vaga de deputado federal em São Paulo e venceu pela primeira vez. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Renato já havia disputado cinco eleições desde 2004, tendo perdido em todas as ocasiões anteriores. A primeira foi como vereador de Praia Grande (SP), depois como vereador de Miracatu (SP), duas vezes como prefeito da mesma cidade e uma vez como prefeito de Registro (SP).
Entre os familiares que não conseguiram se eleger, está Rogéria Bolsonaro (PL), ex-esposa de Jair Bolsonaro e mãe de Flávio, Carlos e Eduardo. Rogéria foi vereadora do Rio de Janeiro por dois mandatos, entre janeiro de 1993 e janeiro de 2001, mas não conseguiu se eleger deputada federal pelo RJ neste pleito.
Marcelo Bolsonaro (PL), primo do ex-presidente, também ficou de fora ao tentar uma vaga de deputado estadual na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), obtendo pouco mais de 8.000 votos.
Já Valéria Bolsonaro (PL), esposa de Marcelo e deputada estadual na Alesp, concorreu à reeleição com mais de 47 mil votos, mas a definição de sua vaga ainda dependia do quociente eleitoral no momento da apuração.
Ao todo, o clã Bolsonaro marcou presença em diferentes regiões do país neste ciclo eleitoral, com resultados que reforçam a influência política da família, especialmente nos estados de Santa Catarina e no Distrito Federal.