Macron alerta para riscos nos protestos de sábado

Foto: Faces of the World/Flickr
Presidente francês prevê novo dia de risco e critica papel das redes sociais nos distúrbios de 17 de outubro
O presidente francês Emmanuel Macron alertou que os novos protestos convocados para o próximo sábado representam mais um dia de riscos à segurança no país. Durante visita a Marselha, a segunda maior cidade da França, Macron afirmou que os trajetos das manifestações serão mantidos fora dos centros urbanos para preservar a ordem pública. "Espera-se que o próximo sábado seja outro dia de risco", declarou Macron em Marselha, cidade onde manifestantes invadiram brevemente a prefeitura durante os protestos de 17 de outubro. O presidente reconheceu que as autoridades "não previram de forma alguma" a dimensão das manifestações daquele dia, marcadas por distúrbios e centenas de saques em diferentes pontos do país.
Em contraste com os eventos de 17 de outubro, as marchas realizadas no sábado seguinte reuniram centenas de milhares de pessoas em Paris e em outras cidades francesas, transcorrendo em sua maioria de forma pacífica. Macron destacou que o governo conseguiu manter o controle da situação sem recorrer a medidas extremas: "Hoje mantemos a República e a ordem pública sem o estado de emergência", afirmou após reunião com o prefeito de Marselha, Benoit Payan. Além dos protestos, Macron também direcionou críticas às redes sociais e ao papel que desempenharam nos episódios de violência.
O presidente as classificou como "instrumentos de mobilização do que há de pior" e afirmou que promovem "uma forma de desrealização da violência", apontando seus efeitos negativos sobre "nossas democracias". "As redes sociais foram usadas, especialmente no dia 17 de outubro, para atrair jovens e adultos aos locais onde eram cometidos crimes, ataques e saques", declarou Macron, lamentando a "grande confusão" e a crescente "fascinação pela violência" observadas durante os protestos. Macron segue monitorando de perto a situação no país, buscando garantir que os próximos protestos ocorram sem novos episódios de violência, enquanto mantém a ordem pública sem a necessidade de decretar estado de emergência.