Leptospirose mata 11 pessoas em MG em 2026

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Com 164 casos confirmados até outubro, a leptospirose preocupa Minas Gerais na chegada do período chuvoso
A leptospirose registrou 11 mortes em Minas Gerais em 2026, com 164 casos confirmados da doença até o dia 20 de outubro. No mesmo período, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) recebeu 1.441 notificações de casos suspeitos. Com a chegada do período chuvoso, a secretaria reforça o alerta sobre a prevenção contra a doença infecciosa, transmitida principalmente pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais, especialmente ratos. Entre 2024 e 2026, Minas Gerais acumulou 30 mortes e 408 casos confirmados de leptospirose, além de 3.747 notificações de casos suspeitos.
Em 2025, foram registrados 12 óbitos, 144 confirmações e 1.210 notificações. Em 2024, os números foram de sete mortes, 100 casos confirmados e 1.096 notificações. O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, destaca a importância de adotar medidas preventivas. "É fundamental adotar medidas de prevenção e proteção, como evitar o contato com águas de enchentes, utilizar equipamentos de proteção individual, como botas, luvas de borracha, e redobrar os cuidados com a higiene dos alimentos. Com medidas simples, podemos evitar casos da doença, que pode levar a óbito", explica.
De acordo com a SES-MG, os sintomas da leptospirose variam de casos sem manifestações aparentes a quadros graves, que podem evoluir rapidamente e colocar a vida em risco. A doença costuma se manifestar em duas fases:
- **Fase inicial:** febre repentina, dor de cabeça, dores musculares, falta de apetite, enjoo e vômitos.
- **Fase tardia:** nos casos mais graves, podem surgir pele e olhos amarelados, alterações no funcionamento dos rins e sangramentos, principalmente nos pulmões. A SES-MG orienta que pessoas com esses sintomas busquem atendimento médico o mais rápido possível e informem ao profissional de saúde se tiveram contato com água de enchente ou lama contaminada.
Segundo a SES-MG, o diagnóstico da leptospirose é realizado por meio de exames de sangue, que podem identificar a bactéria ou os anticorpos produzidos pelo organismo em resposta à infecção. O tratamento é feito com antibióticos e deve ser iniciado assim que houver suspeita da doença, conforme avaliação médica. Nos casos leves, o acompanhamento pode ser feito de forma ambulatorial. Já os pacientes com quadros graves necessitam de hospitalização imediata para prevenir complicações e reduzir o risco de morte. A leptospirose segue como uma preocupação crescente no estado, especialmente com a proximidade das chuvas, período em que o risco de contaminação aumenta significativamente.