Janja acusa Meta de interferir na eleição

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a esposa, Janja Lula da Silva - Foto: Reprodução / Instagram
A primeira-dama afirma que a campanha de Lula luta contra restrições da Meta e reconhece erros de estratégia no primeiro turno
A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou, durante um ato político no Rio de Janeiro, que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está "lutando contra a Meta" na reta final da disputa presidencial. As declarações foram divulgadas pelo jornal "O Globo" e acenderam o debate sobre possível interferência da empresa nas eleições brasileiras. Janja acusa a plataforma de restringir a distribuição dos conteúdos da campanha petista e de interferir no processo eleitoral. "Eu quero deixar o meu repúdio à Meta, que tem feito intervenção na nossa eleição, não tem entregado nossos conteúdos. Está horrível, isso. A gente já fez representação jurídica nos órgãos internacionais e estamos fazendo aqui dentro do Brasil", declarou a primeira-dama.
As críticas de Janja vieram um dia após o UOL publicar reportagem mostrando respostas diferentes de uma ferramenta da Meta a pedidos de imagens eleitorais de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na corrida presidencial. As declarações também coincidiram com o dia em que a Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trabalha para aperfeiçoar os filtros de sua inteligência artificial. Ao refletir sobre o desempenho da campanha, Janja reconheceu que o time de Lula entrou no primeiro turno sem considerar que a disputa continuava aberta. "Ficamos muito tempo parados, achando que estava tudo resolvido, e não estava. Agora temos o dever de entregar o quarto mandato para ele. Não só em respeito à história dele, mas também pelo Brasil e pelas famílias brasileiras. Mas vamos ganhar bem essa eleição, estou com esse sentimento", afirmou.
A primeira-dama também elogiou a participação dos jovens na campanha. "A juventude pôs a cara a tapa e mexeu nesse tabuleiro eleitoral. Viva a nossa juventude revolucionária", disse Janja, destacando o papel dos mais jovens na mobilização eleitoral. Janja comentou ainda a adaptação de Lula ao formato de vídeos verticais gravados com o celular, em estilo selfie, uma estratégia adotada pela campanha para ampliar a presença digital do presidente. Segundo ela, Lula ainda se acostuma ao novo formato, que difere de seu estilo tradicional de contato presencial com os eleitores. "Quando eu coloco o celular na mão dele, ele fala: "Pô, de novo?" Mas ele está se acostumando. Agora, ele fica me perguntando qual o tema do dia. Esse não é jeito de fazer política dele, ele gosta de olho no olho, ele gosta disso aqui, mas ele entendeu que é importante estar nas telas também", relatou a primeira-dama.