Gusttavo Lima condenado a indenizar fã expulsa de show

filhos de Gusttavo Lima
Cantor terá que pagar R$ 5 mil por danos morais à mulher que expulsou de show de Réveillon em Fortaleza
A Justiça condenou o cantor Gusttavo Lima a pagar R$ 5 mil por danos morais a uma mulher que ele repreendeu e expulsou durante um show de Réveillon realizado em Fortaleza (CE). O episódio aconteceu na virada de 2022 para 2023, no Marina Park Hotel, e gerou grande repercussão nas redes sociais. De acordo com o UOL, o juiz Carlos Marcello Sales Campos entendeu que, embora a organização do evento tivesse o direito de adotar medidas de segurança, Gusttavo Lima ultrapassou os limites necessários ao identificar e expor a mulher publicamente diante do público presente. Para o magistrado, a conduta configurou abuso de direito. Durante a apresentação, Gusttavo Lima acusou a mulher de jogar uma garrafa de água em sua direção e interrompeu o show para se dirigir a ela. "Você jogou água em mim uma, duas, três vezes. Estou tratando você com o maior carinho. Isso é sacanagem o que você está fazendo", disse o cantor sertanejo. Ele também a chamou de "sem educação" e afirmou que "educação vem de berço".
Em seguida, Gusttavo Lima pediu a retirada dela do local. "Pode tirar ela do evento. Se você quiser seu ingresso de volta, eu te pago. Eu vim aqui para cantar, fazer alegria, e a pessoa está jogando bebida", continuou o artista. A sentença também levou em consideração a repercussão do episódio nas redes sociais, onde a vítima passou a ser alvo de ofensas após o ocorrido. A Marina de Iracema Park S.A., responsável pelo espaço, foi igualmente condenada e responderá solidariamente pelo pagamento da indenização. A espectadora, identificada como Virginia, havia pedido R$ 500 mil por danos morais. A Justiça rejeitou o ressarcimento de despesas com ingresso, hospedagem, deslocamento e alimentação, além de um pedido de R$ 50 mil por supostos prejuízos profissionais, sob o entendimento de que não havia comprovação suficiente dos danos materiais. A defesa de Virginia informou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para tentar aumentar o valor da indenização. Os advogados avaliam que os R$ 5 mil fixados pela sentença não correspondem à dimensão da exposição pública sofrida pela cliente.