Três homens são indiciados por matar homem queimado vivo em caminhonete

Polícia Civil de Minas Gerais
Três homens foram indiciados pela morte de Gilvandro Gonçalves da Silva, queimado vivo em caminhonete em Alpercata; dois são foragidos
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a morte do empresário Gilvandro Gonçalves da Silva, de 54 anos, encontrado carbonizado dentro de uma caminhonete incendiada em uma estrada rural de Alpercata, no Leste de Minas Gerais. Três homens foram indiciados por homicídio qualificado. Segundo as apurações, Gilvandro Gonçalves da Silva foi atraído para uma emboscada e queimado vivo dentro do próprio veículo em junho deste ano. De acordo com a Polícia Civil, o crime teve como motivação uma disputa comercial relacionada à execução de uma obra e à locação de máquinas.
Um empresário de 60 anos, residente no Rio de Janeiro e proprietário de um empreendimento de lazer em Alpercata, foi apontado como o mandante do assassinato. Os outros dois indiciados têm 41 e 28 anos. O homem de 41 anos, também morador do Rio de Janeiro e sócio do suspeito de ser o mandante, foi identificado como um dos executores do crime. Já o investigado de 28 anos, gerente do empreendimento, teria adquirido o telefone utilizado para atrair Gilvandro Gonçalves da Silva, indicado o local do crime e transportado parte dos envolvidos. Ele está preso preventivamente desde 19 de setembro, em Governador Valadares.
Conforme as investigações, Gilvandro Gonçalves da Silva recebeu uma ligação de um número telefônico habilitado no mesmo dia do crime. O autor da chamada teria usado como pretexto a necessidade de um orçamento para uma obra, levando o empresário até um local isolado próximo à BR-116, na zona rural de Alpercata. No local, um disparo de arma de fogo foi efetuado dentro da caminhonete. Em seguida, o veículo foi incendiado com Gilvandro Gonçalves da Silva ainda vivo, conforme apontou a perícia médico-legal. O corpo foi encontrado carbonizado dentro do veículo em chamas, em um acesso ao distrito de Vila Eugênio. A ocorrência foi inicialmente registrada como incêndio em veículo, mas os indícios encontrados levaram à abertura de investigação por homicídio. Segundo o delegado Ciro Roldão, responsável pelo caso, a investigação reuniu provas de diferentes fontes, incluindo registros da compra do telefone utilizado para atrair a vítima, imagens do estabelecimento onde o aparelho foi adquirido, registros de passagem do veículo usado pelos suspeitos na BR-116 e exames periciais.
A Justiça decretou a prisão preventiva dos dois investigados que residem no Rio de Janeiro. No dia 9 de outubro, a Polícia Civil de Minas Gerais, com apoio da Polícia Civil fluminense, cumpriu mandados de busca e apreensão em três endereços em Nilópolis, mas os dois homens não foram encontrados e são considerados foragidos. A Polícia Civil informou que continua trabalhando para localizar os investigados e identificar outros dois homens que teriam participado da execução do crime. Os três indiciados respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de fogo e meio cruel, além de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime é classificado como hediondo. O gerente do empreendimento também foi indiciado por outros crimes relacionados ao caso, conforme a investigação. Informações que possam ajudar a localizar os foragidos podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia Unificado, no telefone 181, ou diretamente à Delegacia de Crimes Contra a Vida de Governador Valadares, pelo telefone (33) 3213-4777.