Flávio Bolsonaro reúne prefeitos em SP; Lula e PT mobilizam atos em 72 cidades

O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (Douglas Magno e Gledston Tavares/AFP)
Flávio Bolsonaro se encontra com lideranças municipais em São Paulo, enquanto PT mobiliza 145 atos em 72 cidades pelo país
A duas semanas do segundo turno, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) adotam estratégias distintas neste domingo (11). Enquanto o candidato do PL se reúne com prefeitos e vereadores da Região Metropolitana de São Paulo, o PT organiza 145 atos e manifestações em 72 cidades, distribuídas por todos os estados brasileiros. O movimento ocorre em meio à disputa por apoios políticos e pela ampliação do diálogo com diferentes segmentos do eleitorado. Flávio Bolsonaro tem dois compromissos marcados no centro da capital paulista, com a participação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Ao meio-dia, o candidato participa de um encontro com prefeitos da região metropolitana.
Às 14h, a agenda prevê uma reunião com vereadores, ambas no Shopping Light. O prefeito paulistano organizou o encontro com os prefeitos da região, em uma agenda voltada à consolidação de apoios políticos no maior colégio eleitoral do país. No sábado (10), Flávio Bolsonaro esteve no Rio de Janeiro, onde participou de uma motocarreata em São Gonçalo, reuniu-se com mulheres apoiadoras na Barra da Tijuca e compareceu a uma celebração pelos cem anos da Assembleia de Deus, Ministério de Madureira, no Maracanãzinho. O encontro com mulheres integra a estratégia do candidato para ampliar o diálogo com esse segmento do eleitorado. Durante a atividade, Flávio Bolsonaro defendeu que políticas voltadas às mulheres e ações de inclusão estejam presentes em diferentes áreas do governo. "Assim como a política para mulheres, as políticas de inclusão vão estar em todos os ministérios. Uma política transversal vai estar na educação, na segurança, na assistência social, no turismo, em todos os lugares", afirmou. O presidente Lula deve permanecer em Brasília neste domingo.
O PT, por sua vez, convoca apoiadores para 145 atos em 72 cidades, em todos os estados brasileiros. A principal mobilização está prevista para o vão do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo. Em Belo Horizonte, haverá atividades em quatro pontos da cidade durante a manhã, incluindo um bandeiraço na Praça Sete. A mobilização, chamada Bora Lula, busca levar a campanha às ruas e ampliar as conversas com eleitores na reta final do segundo turno, abordando temas como emprego, renda, preço dos alimentos e programas sociais. No sábado, Lula participou de uma caminhada em Natal, no Rio Grande do Norte, ao lado de Cadu de Lula, candidato do PT ao governo estadual. Durante o ato, o presidente direcionou críticas à proposta de Flávio Bolsonaro de cortar R$ 250 bilhões em gastos públicos caso seja eleito. "Quando o meu adversário diz que vai cortar R$ 250 bilhões, que vai ter um tesouraço, é preciso que a sociedade comece a se perguntar de onde é que vai ser esse corte", afirmou Lula.
O presidente argumentou que medidas desse tipo costumam atingir a população mais pobre e citou programas sociais e benefícios públicos. A campanha de Flávio Bolsonaro, por outro lado, afirma que pretende preservar os benefícios sociais, com reajustes, e direcionar a redução de despesas para outras áreas. A divergência coloca o orçamento público e o futuro dos programas sociais entre os principais temas da disputa eleitoral. Os dois candidatos também têm encontros televisivos previstos para a reta final da campanha. O próximo debate está marcado para quinta-feira (15), no SBT. Em seguida, estão previstos um debate organizado pela Band e parceiros no dia 18, e outro na TV Globo no dia 23. O debate da Record, que seria realizado neste domingo, foi cancelado na sexta-feira (9). A emissora justificou a decisão pela incompatibilidade de agendas dos candidatos. O encontro seria o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, já que nenhum dos dois participou de debates televisivos no primeiro turno.