Flávio Bolsonaro aciona Nunes Marques novamente contra canal "Exército do Lula"

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Defesa de Flávio Bolsonaro pede que Meta explique ausência de comportamento coordenado no canal "Exército do Lula"; PT contesta todos os pedidos
A defesa de Flávio Bolsonaro (PL) fez um novo pedido direto ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, solicitando que a Meta seja obrigada a explicar por que o WhatsApp "não identificou sinais de comportamento coordenado" no canal "Exército do Lula". A iniciativa marca a segunda vez que a campanha aciona diretamente o magistrado sobre o tema, após uma movimentação semelhante na semana anterior ter desencadeado uma disputa de liminares dentro da própria Corte. O caso do canal "Exército do Lula" já tramita sob análise do corregedor-eleitoral do tribunal, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
A campanha de Flávio Bolsonaro havia ingressado com uma ação de investigação judicial eleitoral em 7 de outubro, alegando uso indevido de comunicação social. Dias depois, a defesa fez um pedido direto à Presidência do TSE solicitando a suspensão da comunidade, que foi atendido por Nunes Marques. A disputa interna no tribunal ganhou contornos mais complexos quando Cueva derrubou a decisão de Nunes Marques. O presidente do TSE, no entanto, emitiu liminares sobrepondo-se ao corregedor por duas vezes, aprofundando o impasse institucional entre os dois ministros sobre a condução do caso.
Em resposta ao novo pedido apresentado pela defesa de Flávio Bolsonaro, a coligação "Brasil Pronto pra Mais", de Lula (PT), apresentou manifestação solicitando o indeferimento integral dos onze pedidos feitos pela campanha. Os advogados da coligação argumentam que a via escolhida para o pedido é inadequada, sustentando que a petição pretende, na prática, instruir por outro caminho uma ação de investigação judicial eleitoral já existente sobre o mesmo assunto. A manifestação do PT ainda destacou que o Corregedor-Geral havia concedido prazo ao autor para esclarecer os pedidos e juntar prova digital, mas que o requerente não teria respondido desde então. A disputa entre as campanhas no TSE segue sem resolução definitiva, com o caso dividindo opiniões dentro da própria Corte eleitoral.