PT defende decisão favorável do TSE

Foto: Reprodução
Edinho Silva defendeu decisão da ministra sobre o debate da Globo, mas admitiu irritação do partido por falta de julgamento do direito de resposta
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, defendeu a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que proibiu que os candidatos fizessem perguntas a um púlpito vazio reservado ao presidente Lula durante o debate da Globo. Ao mesmo tempo, o dirigente petista admitiu que, no mesmo dia, o partido estava irritado com a ministra por ela não ter julgado um pedido de direito de resposta da campanha. O debate acabou cancelado após Flávio Bolsonaro desistir de participar. Para Edinho Silva, debates servem para confrontar ideias e "não para gerar desgaste".
O petista também afirmou que Lula nunca havia confirmado presença no evento, embora o partido tenha assinado as regras propostas pela Globo e formalizado o não comparecimento apenas às vésperas do encontro. "Lula sempre disse que não ia. Para que vai colocar uma cadeira com o nome dele? Seria um escárnio", declarou o dirigente do PT, acrescentando que fazer perguntas a uma cadeira vazia seria "um instrumento para prejudicar uma candidatura". A irritação do PT com Estela Aranha se deu porque a ministra não julgou o pedido de direito de resposta da campanha de Lula contra Flávio Bolsonaro. O senador havia inserido em seu programa eleitoral uma fala distorcida do presidente, proferida em Belém, sobre o combate ao câncer de próstata.
Na ocasião, Lula disse que, enquanto os homens têm dificuldade de se submeter ao exame de toque, a mulher "aprende a tomar toque desde pequena". O horário eleitoral encerrou sem que houvesse uma decisão sobre o direito de resposta. "Ontem, nossa irritação com ela [a ministra] era imensa", disse Edinho, porque Aranha não julgou "a maior violência que a candidatura de Lula sofreu". Apesar da insatisfação do PT, Estela Aranha tomou uma decisão favorável a Lula no caso do "toque", ordenando a remoção do conteúdo considerado desinformação do perfil do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nas redes sociais. A ministra se tornou alvo de ataques da campanha de Flávio Bolsonaro e de seus aliados em razão da decisão sobre o debate. No entanto, no início da campanha, ela havia dado uma decisão favorável ao senador, impedindo que a propaganda de Lula apresentasse um "currículo" do candidato. Essa havia sido a primeira ação do QG petista contra Flávio, apresentando-o como "o pior dos Bolsonaro".