Empresas mineiras reduzem dividendos em 27,68% no primeiro semestre

Fonte: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Companhias mineiras distribuíram R$ 3,49 bilhões no primeiro semestre de 2026, queda impulsionada pela nova tributação sobre lucros
As companhias mineiras listadas na B3 distribuíram R$ 2,43 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) no segundo trimestre de 2026, acumulando R$ 3,49 bilhões no primeiro semestre do ano.
O montante representa uma queda de 27,68% em relação ao mesmo período de 2025, e a nova tributação sobre lucros e dividendos, em vigor desde janeiro, está entre os principais fatores que explicam essa redução.
Além da queda nos dividendos, o cenário econômico de Minas Gerais apresentou outros movimentos relevantes no período.
O Dia das Crianças de 2026 ficou abaixo do esperado para metade do comércio mineiro, enquanto a confiança da indústria registrou alta, mas permaneceu em território pessimista pelo 23º mês consecutivo.
Queda nos dividendos das empresas mineiras
Os dividendos distribuídos pelas companhias mineiras listadas na bolsa de valores brasileira somaram R$ 3,49 bilhões no primeiro semestre de 2026, valor inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.
A nova tributação sobre lucros e dividendos, implementada em janeiro deste ano, é apontada como um dos fatores que podem explicar a retração de 27,68% no volume distribuído aos acionistas.
Dia das Crianças frustra metade do comércio em Minas Gerais
As vendas do Dia das Crianças de 2026 não corresponderam às expectativas de parte significativa dos lojistas mineiros.
Pressionados pelo elevado endividamento das famílias, muitos comerciantes não conseguiram atingir o desempenho esperado.
Os dados são do Monitor de Vendas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).
Segundo o levantamento, 54,9% dos empresários entrevistados apontaram que o desempenho foi semelhante ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Outros 22,5% perceberam melhora nas vendas, enquanto 20,6% relataram queda.
O ticket médio das compras ficou concentrado entre R50eR50eR 200, refletindo o comportamento mais cauteloso do consumidor diante do cenário de endividamento.
Confiança da indústria mineira sobe, mas pessimismo persiste
O Índice de Confiança do Empresário Industrial de Minas Gerais (Icei-MG) cresceu 4,7 pontos em outubro, atingindo 48 pontos, ante 43,3 registrados em setembro.
Apesar da alta, o indicador permaneceu abaixo da marca de 50 pontos pelo 23º mês consecutivo, sinalizando que o pessimismo dos empresários em relação ao cenário econômico ainda prevalece.
O levantamento foi divulgado pela Gerência de Economia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e resulta da análise de dois subíndices: condições atuais e expectativas.
A combinação desses fatores revela um ambiente de recuperação gradual, mas ainda marcado pela incerteza no setor industrial do estado.
O conjunto de indicadores aponta para um cenário econômico desafiador em Minas Gerais, com a queda nos dividendos distribuídos pelas empresas mineiras, o desempenho abaixo do esperado no comércio durante o Dia das Crianças e a persistência do pessimismo na indústria, mesmo diante da leve melhora na confiança dos empresários industriais.