Cury muda discurso sobre Flávio ao formalizar apoio

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Em menos de 30 dias, Cury passou de crítico feroz de Flávio Bolsonaro a apoiador de sua campanha presidencial
Augusto Cury entrou na corrida presidencial como uma novidade política e saiu como uma figura já desgastada. Em 10 de setembro, o escritor declarou que não apoiaria Lula "em hipótese alguma" e impôs condições para se unir a Flávio Bolsonaro: "Ele teria que provar que não é corrupto e teria que explicar o Dark Horse". Apenas 28 dias depois, Cury aderiu à campanha do filho de Bolsonaro. "Não é um cheque em branco", afirmou o escritor ao anunciar o apoio.
Como contrapartida, Flávio assinou um documento com oito compromissos que, sólidos como gelatina, vão da pacificação do país à revolução da saúde e da educação. Em setembro, Cury tinha uma avaliação bastante dura sobre o novo aliado: "A ética de Flávio Bolsonaro é completamente insana e insuportável, zero chance de se alinhar com ele", declarou. O inquérito sobre o Dark Horse, aberto pela Polícia Federal em julho, segue em andamento sem qualquer resolução. Ainda assim, Cury já se deu por satisfeito com as garantias obtidas. Em menos de um mês, Cury passou a tratar o então "aético" como um ex-corrupto. A virada revela que, na política, o novo costuma ser coisa muito antiga.