Minas tem disputa pelo governo marcada pela dúvida sobre o 2º turno

Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Gabriel Azevedo (MDB) e Alexandre Kalil (PDT) chegam ao dia derradeiro para a disputa pelo Governo de Minas • ALMG
Cleitinho Azevedo aparece com mais de 50% nas pesquisas e pode vencer a eleição para governador de Minas Gerais já no primeiro turno
Mais de 16 milhões de eleitores estão aptos a votar neste domingo (4) em uma eleição que pode definir quem será o 46º Governador de Minas Gerais. Com 11 candidatos na disputa, a principal dúvida que as urnas precisam responder é se haverá segundo turno ou se a eleição se encerra já na primeira votação.
As pesquisas de intenção de voto apontam o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança com ampla margem sobre seus adversários. Nas semanas finais de campanha, o parlamentar ampliou ainda mais sua vantagem e flerta com a possibilidade de ultrapassar os 50% dos votos válidos já no primeiro turno, o que lhe garantiria o comando do Executivo Estadual a partir de janeiro de 2027 até 2030.
Nas pesquisas divulgadas na véspera do pleito, Cleitinho aparece com 53% dos votos válidos no levantamento do Datafolha e com 54% na Quaest. Em ambos os cenários, ele venceria a disputa já no primeiro turno.
Natural de Divinópolis, Cleitinho ingressou na vida política como vereador da cidade em 2016. Dois anos depois, elegeu-se deputado estadual, e em 2022 chegou ao Senado Federal. Hoje, aos 44 anos, ele disputa sua primeira eleição para um cargo no Executivo.
Os principais adversários na disputa
Cleitinho é seguido nas pesquisas por Patrus Ananias (PT), que registrou 21% dos votos válidos no Datafolha e 23% na Quaest. O petista de 74 anos acumula longa experiência na vida pública: começou como vereador de Belo Horizonte em 1989, foi prefeito da capital mineira entre 1993 e 1996 e tornou-se o primeiro ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, pasta criada no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Atualmente, está em seu quarto mandato como deputado federal.
Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, tenta pela segunda eleição consecutiva chegar ao governo de Minas Gerais, mas sofreu queda nas pesquisas na reta final da campanha. O pedetista aparece na terceira posição, com 9% na Quaest e 10% no Datafolha.
Correm por fora o atual governador Mateus Simões (PSD); Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiemg) e apoiado formalmente por Flávio Bolsonaro (PL); e o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB). Nenhum deles superou a marca de dois dígitos nas últimas pesquisas de intenção de voto.
Uma pré-campanha marcada por indefinições
Apesar de liderar as pesquisas de ponta a ponta, a candidatura de Cleitinho só foi confirmada nos momentos finais do prazo legal, com várias idas e vindas. A semana derradeira para a definição das candidaturas foi marcada pelo lançamento de sua candidatura, pela renúncia e pela posterior volta atrás.
O parlamentar ainda enfrentou momentos difíceis em agosto, com o falecimento de seu irmão mais novo, vitimado por uma leucemia.
A situação de Cleitinho não foi a única indefinição da pré-campanha. Sem saber se o senador disputaria o pleito, o PL resolveu lançar candidatura própria e optou por Flávio Roscoe também nos últimos momentos do prazo eleitoral.
No PT, a espera por mais de dois anos por um sinal de Rodrigo Pacheco (PSB) paralisou o partido durante todo o primeiro semestre. Quando o senador descartou oficialmente a ideia de concorrer ao governo de Minas, iniciou-se um amplo debate sobre apoiar um nome de outra legenda ou lançar candidato próprio, até que Patrus Ananias foi anunciado, também nos momentos finais da pré-campanha.
Com o cenário eleitoral definido, os mineiros vão às urnas neste domingo para decidir se Cleitinho Azevedo conquista o governo estadual já no primeiro turno ou se a disputa segue para uma segunda rodada.