Ambev tem lucro ajustado de R$ 4,3 bi no 3º tri

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A Ambev registrou crescimento de 14,3% no lucro líquido ajustado no terceiro trimestre de 2026, impulsionado por melhora operacional e redução de despesas.
A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre de 2026, representando um crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi sustentado pela melhora do desempenho operacional e pela redução das despesas, que compensaram o aumento dos gastos com imposto de renda. Em contrapartida, o lucro líquido reportado recuou 10,2%, também encerrando em R$ 4,3 bilhões. A receita líquida da Ambev totalizou R$ 21,5 bilhões no período, alta de 3,6% na comparação anual e de 7,6% em termos orgânicos. O desempenho foi impulsionado pelo aumento de 6,8% na receita líquida por hectolitro, além do crescimento dos volumes. Todas as operações da companhia apresentaram avanço orgânico de receita no trimestre.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 7,2 bilhões, com crescimento reportado de 3% e orgânico de 8,9%. A margem Ebitda ajustada ficou em 33,7%, registrando queda de 0,2 ponto percentual na comparação reportada, mas expansão de 0,4 ponto em termos orgânicos. O volume consolidado totalizou 42,385 milhões de hectolitros, com ligeira queda reportada de 0,1%, mas avanço orgânico de 0,8%. O crescimento foi puxado pelas operações de bebidas não alcoólicas no Brasil (+3,6%), América Central e Caribe (+2,3%) e cerveja no Brasil (+0,5%), que compensaram as retrações no Canadá (-1%) e na América Latina Sul (-1,4%). "O terceiro trimestre deu continuidade ao progresso alcançado na primeira metade do ano, com a execução consistente de nossa estratégia entregando crescimento nos volumes, na receita líquida e no Ebitda ajustado, junto à expansão de margens", afirmou o presidente executivo da Ambev, Carlos Lisboa.
Apesar da melhora operacional, os custos continuaram pressionados. O custo dos produtos vendidos por hectolitro, excluindo depreciação, amortização e produtos de marketplace, aumentou 6,5% em termos orgânicos. A companhia destacou, porém, que iniciativas de produtividade e eficiência operacional ajudaram a amenizar as pressões em diferentes mercados.
A Ambev encerrou setembro com caixa líquido de R$ 19,199 bilhões, crescimento de 13,4% ante os R$ 16,933 bilhões registrados em dezembro de 2025. A dívida consolidada recuou de R$ 3,387 bilhões para R$ 2,715 bilhões no mesmo intervalo. O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 312,4 milhões, redução de 71,2% em relação ao resultado negativo de R$ 1,086 bilhão registrado no terceiro trimestre de 2025. A melhora de R$ 773,6 milhões refletiu, entre outros fatores, o aumento das receitas financeiras e os ganhos cambiais sobre saldos mantidos em moedas estrangeiras, embora a companhia ainda tenha registrado despesas com juros e perdas com instrumentos derivativos. A geração de caixa operacional também avançou. O fluxo de caixa das atividades operacionais somou R$ 7,678 bilhões, alta de 11% na comparação anual. Já os investimentos em aquisição de imobilizado e intangíveis totalizaram R$ 1,133 bilhão no trimestre, crescimento de 8,5% ante igual período de 2025.