Defesa de Virginia contesta ação sobre apostas da Blaze

Foto: Agência Brasil
Advogados de Virginia Fonseca apresentam novos argumentos à Justiça em ação do MPDFT que pede R$ 120 milhões em danos morais coletivos
A coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, revelou nesta segunda-feira (28) novos detalhes sobre a defesa apresentada por Virginia Fonseca em uma ação civil pública relacionada à divulgação de apostas da plataforma Blaze.
Os advogados da influenciadora trouxeram argumentos inéditos ao processo, contestando as acusações feitas pelo Ministério Público.
Um dos principais pontos da defesa é a contestação de que Virginia Fonseca teria induzido seus seguidores a acreditar em um resultado específico durante a Copa do Mundo de 2026.
Para embasar esse argumento, os representantes da influenciadora apresentaram um levantamento de outros palpites feitos por ela ao longo da competição.
De acordo com o documento apresentado à Justiça, Virginia Fonseca realizou 19 manifestações sobre resultados de partidas durante o torneio. Desse total, 12 previsões se confirmaram e sete não tiveram o resultado esperado, o que, segundo a defesa, demonstra que as indicações não tinham caráter de garantia.
Os advogados também sustentam que o palpite envolvendo Cabo Verde foi feito porque Virginia acreditava naquela possibilidade, e não como uma promessa de ganho financeiro para quem acompanhasse a indicação.
A defesa reforça que não havia qualquer compromisso de resultado por parte da influenciadora.
Outro argumento levantado diz respeito à relação comercial entre Virginia Fonseca e a Blaze.
Segundo os advogados, a influenciadora recebia uma remuneração fixa pela publicidade realizada e seus ganhos não estavam vinculados às eventuais perdas dos usuários da plataforma.
A defesa ainda afirma que Virginia Fonseca não participava da operação da Blaze e não tinha qualquer responsabilidade sobre os jogos, resultados, depósitos ou saques realizados na plataforma. Dessa forma, os advogados buscam afastar a responsabilidade da influenciadora sobre as atividades da empresa.
Conforme os argumentos apresentados à Justiça, o contrato entre Virginia Fonseca e a Blaze foi encerrado em 14 de agosto de 2026. A defesa acrescenta que as tratativas para o encerramento da parceria já haviam sido iniciadas anteriormente ao término formal do acordo.
A ação foi movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que questiona a divulgação de apostas e também inclui no processo a empresa responsável pela operação da Blaze no Brasil.
O Ministério Público solicita o pagamento de R$ 120 milhões em danos morais coletivos.
O processo segue em andamento e ainda não há decisão final sobre as acusações.