Árbitro explica na súmula a expulsão de Villalba

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Raphael Claus justificou na súmula a expulsão de Villalba no clássico entre Atlético e Cruzeiro pela Copa do Brasil
O árbitro Raphael Claus justificou, na súmula oficial, a expulsão do lateral Villalba, do Cruzeiro, durante o clássico contra o Atlético, na última terça-feira (1º), na Arena MRV, em Belo Horizonte. A partida era o jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil e, com um jogador a menos, o Cruzeiro sofreu dois gols, perdeu o confronto e foi eliminado pelo rival na competição.
A expulsão aconteceu aos 15 minutos do segundo tempo. Villalba, que já havia recebido o primeiro cartão amarelo, cometeu falta em Cuello, do Atlético, em lance no setor esquerdo da defesa celeste. Para Claus, o defensor "acerta o rosto" do adversário "de forma temerária", além de impedir um ataque promissor da equipe adversária. "Golpear um adversário de maneira temerária na disputa da bola - Expulso por acertar o braço no rosto do seu adversário de forma temerária, impedindo também um ataque promissor, recebendo assim seu segundo cartão amarelo e consequentemente o cartão vermelho", escreveu o árbitro no documento oficial da partida.
A expulsão de Villalba mudou o rumo do jogo. Com a superioridade numérica, o Atlético voltou a dominar as ações e fez valer essa vantagem no placar, marcando dois gols e garantindo a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil. Além da expulsão, Claus também registrou na súmula o comportamento do presidente do Atlético, Sérgio Coelho. De acordo com o árbitro, o dirigente criticou a marcação do pênalti a favor do Cruzeiro no primeiro tempo da partida. "No intervalo do jogo quando nos dirigíamos ao vestiário de arbitragem, fomos abordados pelo sr. Sérgio Coelho, presidente do Atlético Mineiro, que proferiu as seguintes palavras: "o pênalti não foi nada, o meu jogador protege a bola, você é o pior", sendo contido pelos seguranças da sua própria equipe", registrou o árbitro no documento.
O relatório de Claus ainda apontou atrasos no início da partida e no retorno do intervalo, situações que são passíveis de multa. A equipe de arbitragem também registrou o "sumiço" das bolas nos minutos finais do jogo, além do arremesso de "chinelos, garrafas de agua e copos contendo liquido em direção dos jogadores" após o gol marcado pelo Cruzeiro. Com todos esses registros na súmula, o caso deve ser analisado pelas instâncias disciplinares do futebol brasileiro, que poderão aplicar sanções tanto ao clube quanto aos envolvidos nos incidentes relatados pelo árbitro.