Trump critica Brasil por combate a PCC e Comando Vermelho

Decreto assinado por Trump aponta que o Brasil se tornou um "centro de distribuição global de cocaína" por falhar no combate ao PCC e ao Comando Vermelho.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o Brasil por supostamente ter falhado no combate às facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho. A Casa Branca classifica ambas as organizações como "organizações terroristas estrangeiras" e aponta o país como um "centro de distribuição global de cocaína". A crítica foi formalizada em um decreto divulgado na quarta-feira (16/9), no qual o governo norte-americano optou por deixar o Brasil de fora da lista de principais países de trânsito ou produtores de drogas ilícitas.
Apesar disso, o documento faz referência direta ao governo brasileiro e ao papel do país no tráfico internacional de entorpecentes. "Enquanto muitos governos no Hemisfério Ocidental tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis, o Governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína", afirma o texto do decreto assinado por Trump.
O documento ainda ressalta que o governo brasileiro precisa agir com urgência diante da ameaça representada pelas facções. Segundo o texto, as organizações representam um risco crescente não apenas para o Brasil, mas para a segurança internacional como um todo.
"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", complementa a parte do texto que cita o Brasil.
A declaração de Trump marca mais um ponto de tensão nas relações entre Washington e Brasília, ao responsabilizar diretamente a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela omissão no enfrentamento das facções criminosas que atuam no território brasileiro.