Simões defende IPVA reduzido para locadoras

Governador alerta que aumento do imposto pode afastar empresas de Minas Gerais e reduzir a arrecadação do Estado
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, defendeu a manutenção do IPVA reduzido para locadoras de veículos durante um "bate-bola" realizado nesta quarta-feira (16/9), logo após a sabatina promovida por O TEMPO com os candidatos ao governo do Estado. Ao ser questionado sobre um eventual corte do benefício fiscal para aumentar a arrecadação, Simões foi direto: "Cortar o benefício fiscal significa perder os carros aqui em Minas." Segundo Simões, o Estado já perdeu uma das grandes locadoras de veículos em razão da tributação elevada, e um aumento do imposto não garantiria maior arrecadação. "Nós já perdemos uma das locadoras. Se a gente aumentar, é um caminho, mas não vai aumentar a arrecadação. Nós vamos perder as empresas aqui que podem emplacar em qualquer estado do país. São Paulo é 1%", afirmou, referindo-se à alíquota cobrada pelo estado vizinho para o setor.
Sobre a possibilidade de privatizar estatais mineiras para ajudar no pagamento da dívida do Estado, Simões afirmou que as empresas que precisavam passar por esse processo já foram privatizadas. "As que tinham que ser privatizadas já foram. Agora, talvez haja alguma oportunidade para avanços como a Gasmig, mas não mais para dívida", declarou, em referência à Companhia de Gás de Minas Gerais. Questionado sobre o reajuste salarial integral solicitado pelas polícias Militar e Civil, mesmo com impacto na Lei de Responsabilidade Fiscal, Simões disse que pretende conceder reposições inflacionárias daqui para frente, mas descartou cobrir perdas de anos anteriores. "Reajuste inflacionário daqui para frente, sempre. Mas o governo de Minas não tem condição de discutir perdas inflacionárias do passado. Quem prometer diferente disso está prometendo mágica", afirmou. Sobre a mineração na Serra do Curral, Simões foi categórico ao afirmar que a formação não pode ser explorada, mas defendeu um debate sobre o uso da região no entorno.
"Serra do Curral não pode ser minerada e a gente tem que discutir o uso do seu entorno", disse. Em relação ao piso nacional da educação, o governador declarou ser favorável ao seu pagamento, mesmo que isso ultrapasse o limite de gastos do Estado. Simões ressaltou, porém, que Minas Gerais já cumpre o valor mínimo estabelecido, de acordo com a interpretação do Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que parte das professoras da rede estadual possui contratos de 12 ou 20 horas semanais, e não de 40 horas. "Sempre a favor", respondeu.