Renan Santos prevê Lula "dragado" por crise do STF

Renan Santos - Foto: Felipe Soares / Divulgação Missão
Em entrevista, Renan Santos afirma que Lula será "dragado" para a crise do STF e critica adversários e ministros da Corte
O candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou nesta terça-feira, 8, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será "dragado" para a crise do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista à Mathias TV, o presidenciável declarou que Lula possui uma "turma" na Corte, composta pelos ministros Flávio Dino, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Sobre a recente decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, Renan Santos reiterou sua concordância com a medida. "O que o Andrei Rodrigues vinha fazendo e vinha apresentando no seu sistema de relações com a turma do Master, por si só já deveria fazer ele ser afastado", declarou o candidato.
Renan Santos também voltou a criticar a decisão do ministro Toffoli, no TSE, que o impediu de realizar propaganda eleitoral digital e participar de debates. "A decisão era muito agressiva para o que estava sendo discutido", afirmou. O presidenciável ainda disse que o ministro "arregou" porque "não tinha nada na mão", em referência à posterior revogação da decisão pelo próprio Toffoli. O candidato direcionou críticas ao seu adversário Augusto Cury (Avante), que ocupa a terceira posição nas pesquisas de intenção de voto. "Cury é um conjunto vazio. A pessoa que vota no Cury não é que ela está votando em uma posição política diferente, ela está falando: eu não quero uma posição política, quero um conjunto vazio, porque eu não tenho nada a ver com isso", disparou Renan Santos.
Em outro momento da entrevista, o presidenciável chamou o adversário de "pastel de vento" e alertou que a falta de posicionamento de Cury sobre temas relevantes pode resultar em perda de votos. **Reeleição** Ao ser questionado sobre sua posição a respeito da reeleição, Renan Santos afirmou que o instituto não é um problema por princípio, mas pontuou que "é um problema no Brasil" e defendeu que a regra deve ser alterada no país.