Petrobras recua e preço da gasolina segue em R$ 3,05 para distribuidoras

Gasolina | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Estatal recua após anunciar aumento de R$ 0,19 por litro e mantém preço da gasolina A em R$ 3,05 para distribuidoras
A Petrobras cancelou o reajuste de R$ 0,19 por litro da gasolina A anunciado na quarta-feira (9) para as distribuidoras. Com a retificação, o preço do litro do combustível permanece em R$ 3,05, valor que passa a valer após o encerramento da Medida Provisória nº 1.358/2026. O aumento de 6,2% sobre a gasolina A havia sido comunicado horas antes pela estatal. No entanto, a Petrobras emitiu um novo comunicado esclarecendo que o valor cobrado às distribuidoras será mantido em R$ 3,05 após o fim da MP, que encerrava o desconto de R$ 0,44 por litro concedido como subsídio do governo federal.
A redução no preço percebido pelo consumidor foi garantida pelo corte de impostos federais. O governo reduziu R$ 0,63 por litro nas alíquotas de PIS/Pasep e Cofins, o que gerou uma queda líquida de R$ 0,19 no preço com tributos em comparação com o valor praticado na quarta-feira (9). Em nota oficial, a Petrobras explicou a mudança de posição: "Diferentemente do informado anteriormente, a alteração no preço da gasolina da Petrobras nos pontos de venda corresponderá apenas à suspensão do desconto. Para as distribuidoras, o efeito será de redução de R$ 0,19 no preço percebido com tributos."
A estatal informou ainda que aguarda definições sobre o novo subsídio governamental para, então, estabelecer os preços do óleo diesel. O cenário internacional também pressiona o mercado de combustíveis. A retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã amplia as incertezas sobre o trânsito de navios pelo Estreito de Hormuz, rota responsável pelo escoamento de 20% do petróleo produzido no mundo. Na quarta-feira, a cotação do Brent, referência internacional para o petróleo, voltou a superar a marca de US$ 100 por barril. A decisão da Petrobras de recuar no reajuste reflete tanto a pressão do governo federal quanto a volatilidade do mercado internacional de energia, em um momento de tensões geopolíticas que afetam diretamente a cadeia de abastecimento global.