Paulo Gonet exalta comunhão dos Três Poderes em evento com Lula e Fachin

Paulo Gonet discursou no Planalto em evento com Lula e Fachin, em meio ao embate entre Moraes e Mendonça no STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, discursou sobre a "comunhão dos Três Poderes" durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto nesta sexta-feira (4/9). O evento contou com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e teve como pauta a sanção de medidas relacionadas a fundos do sistema de Justiça. Ao lado de Lula, Paulo Gonet fez um discurso em defesa da harmonia institucional entre os poderes da República. "Neste momento, a gente está celebrando a comunhão de entendimento dos Três Poderes sobre a importância do eficiente e bem aparelhado funcionamento das instituições de controle e de proteção da ordem jurídica, democrática e civilizada.
Em especial, diante das evidências de uma criminalidade cada vez mais sofisticada", declarou o procurador-geral. No mesmo evento, o presidente do STF, Edson Fachin, aproveitou a ocasião para defender o encerramento do Inquérito das Fake News, processo que está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes e se estende há sete anos. Além de Lula, Fachin e Paulo Gonet, o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, também esteve presente na cerimônia. O ato no Planalto ocorreu em meio a um acirrado embate público entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Na mesma semana, Mendonça levantou o sigilo de uma investigação da Polícia Federal que apura o vínculo entre Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A relação entre os dois foi identificada por meio de mensagens encontradas no celular do banqueiro, que sugerem eventual favorecimento e cobrança indevida de atuação jurisdicional no caso envolvendo o Banco Master. O episódio acirrou as tensões já existentes entre os dois ministros do STF. Em resposta, Alexandre de Moraes acionou o presidente do STF, Edson Fachin, no âmbito do Inquérito das Fake News, apontando que Mendonça teria cometido abuso de autoridade, improbidade e crime de responsabilidade. Fachin, no entanto, retirou o pedido de investigação do inquérito sob relatoria de Moraes, distanciando o processo do ministro diretamente envolvido na disputa.