Às vésperas de julgamento, Moraes pressiona STF por fim de sigilo do caso Master

Ministro do STF alega que processo instaurado em 2026 contém elementos essenciais para o julgamento previsto para terça-feira (15/9)
Às vésperas da sessão em que seu caso será discutido, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes voltou a reclamar que o colega André Mendonça ainda manteria um dos processos do caso do Banco Master sob sigilo.
Neste domingo (13/9), Moraes recorreu ao presidente Edson Fachin pedindo que um dos procedimentos seja tornado público antes do julgamento previsto para a próxima terça-feira (15/9).
Sem detalhar o processo em questão, instaurado em março de 2026, Moraes argumentou que os autos contêm "elementos essenciais para o julgamento".
Em seu pedido formal, o ministro foi direto: "Solicito à Vossa Excelência que seja determinado o levantamento do sigilo da Pet 15.645 e a disponibilização dos autos a todos os integrantes do colegiado, antes do referido julgamento".
Fachin já intimou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a se manifestar, com "brevidade", sobre o pedido de Moraes.
O presidente do STF destacou que o processo mencionado pelo ministro "não está entre os que foram especificamente listados pela PGR" na última sexta-feira (11/9), quando a instituição indicou a existência de procedimentos ainda mantidos sob sigilo.
Na ocasião, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, listou 18 processos do caso Master que ainda permaneciam sob sigilo, sem incluir o indicado por Moraes.
Chateaubriand defendeu a publicidade dos procedimentos relacionados ao caso para evitar que a "ideia de transparência (...) perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último".
A situação evidencia uma disputa interna no STF sobre a transparência dos processos ligados ao caso do Banco Master, com Moraes pressionando pela abertura de documentos que considera fundamentais para o julgamento da próxima semana.