Milei critica governo Lula na ONU

Foto: World Economic Forum/Flickr
Presidente argentino disse esperar que o Brasil abandone o "curso socialista decadente" e apoiou Flávio Bolsonaro para 2026
O presidente argentino Javier Milei afirmou, em entrevista ao Metrópoles, ter esperança de que o Brasil abandone o "curso socialista decadente", em clara crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi feita após sua participação na 81ª edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Milei declarou esperar que o Brasil volte a adotar "as ideias da liberdade". O presidente argentino é um declarado apoiador de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições de 2026.
Em julho, ele esteve no Brasil para participar do lançamento da candidatura do filho de Jair Bolsonaro e afirmou esperar que o país "também seja liberal" em outubro. Durante o evento de apoio a Flávio Bolsonaro, Milei afirmou que somente o candidato do PL seria capaz de parar Lula. O líder argentino também criticou a esquerda de forma ampla, associou o socialismo ao autoritarismo e alertou os eleitores para que se preparassem para uma eleição que classificou como "suja".
No discurso proferido na Assembleia Geral da ONU, Milei também direcionou críticas à própria organização. O presidente argentino afirmou que seu país não ficará à espera de uma ação da comunidade internacional diante da disputa com o Reino Unido pela soberania das Ilhas Malvinas. Milei questionou ainda a capacidade da ONU de fazer cumprir suas próprias resoluções, apontando que não faltam manifestações da organização sobre o tema, mas que há ausência de consequências para quem descumpre suas determinações. "Qual é o uso de uma resolução se, por décadas, a outra parte pode atuar em contravenção direta, enquanto essa resolução permanece intacta nos arquivos, mas sem poder frente à realidade?", questionou o presidente argentino. As declarações de Milei reforçam o alinhamento do líder argentino com a oposição brasileira e sua postura crítica em relação ao atual governo do Brasil, bem como sua desconfiança em relação às instituições multilaterais como a ONU.