Temer e ministros do STF marcam presença em casamento do filho de Moraes

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Ex-presidente foi um dos poucos políticos no casamento do filho do ministro do STF Alexandre de Moraes, realizado em São Paulo
O ex-presidente Michel Temer foi um dos poucos representantes da classe política presentes no casamento do filho do ministro do STF Alexandre de Moraes, realizado no último sábado (26/9) na Casa Fasano, um dos espaços de festas mais luxuosos de São Paulo.
A presença de Michel Temer no evento não surpreende quem acompanha a relação entre os dois. O ex-presidente nunca escondeu sua proximidade com Moraes e foi o responsável por indicá-lo ao Supremo Tribunal Federal em 2017. Desde então, Temer costuma atuar como interlocutor do ministro junto a setores da política brasileira.
Além de Michel Temer, a cerimônia reuniu outros ministros do STF, magistrados de tribunais superiores de Brasília e autoridades do Ministério Público Federal. Do Supremo, estiveram presentes os ministros Gilmar Mendes, atual decano da Corte, e Flávio Dino, ambos conhecidos por atuar de forma alinhada a Moraes nas sessões do tribunal. O ministro Cristiano Zanin foi convidado, mas não compareceu ao evento.
Outro nome de destaque na festa foi o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Segundo relatos de convidados à coluna, Gonet parecia "abatido" na festa, após ter seus contatos com Daniel Vorcaro expostos nos últimos dias.
O casamento também contou com a presença de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entre eles Luís Felipe Salomão, atual presidente da Corte, e Benedito Gonçalves, corregedor nacional de Justiça do CNJ.
Filho de Moraes com a advogada paulista Viviane Barci, Alexandre Barci de Moraes se casou com uma jovem chamada Thaís, também formada em Direito. Não há detalhes sobre o sobrenome da agora nora do ministro do Supremo.
A cerimônia foi celebrada pelo ex-deputado e ex-vereador Gabriel Chalita, amigo de Moraes há anos. A festa aconteceu sob um forte esquema de segurança, com bloqueio de vias nas proximidades do local, conforme noticiou o Metrópoles. As medidas visaram evitar protestos contra o ministro do STF, que esteve envolvido no Caso Master nos últimos meses.