Professora é afastada após esfregar prova no rosto de aluno em BH

Secretaria de Estado de Educação instaurou um Processo Administrativo Simplificado para apurar os fatos - Foto: Reprodução/Redes sociais
Advogado da família afirma que objetivo era entender o ocorrido; professora foi afastada e responderá a processo disciplinar
Um advogado da família de um aluno de 8 anos, cuja professora teria esfregado uma prova no rosto dele, se pronunciou sobre o caso ocorrido na Escola Estadual Celmar Botelho Duarte, no bairro Providência, na região Norte de Belo Horizonte.
O advogado Lucas Salmom esteve na escola na última sexta-feira (18/9) para acompanhar a família do estudante, que busca respostas sobre o tratamento recebido em sala de aula.
Lucas Salmom esclareceu que, em nenhum momento, a família se posicionou de forma contrária à escola ou aos professores. Segundo ele, o objetivo inicial era apenas entender o que havia acontecido com o material didático do menor.
"A família, em momento algum, se posicionou contra a escola ou contra os professores, muito pelo contrário, só queria entender o que aconteceu com o material didático naquela oportunidade. Ao averiguar as câmeras de segurança da sala de aula, pôde constatar que o filho realmente havia sido alvo de uma atitude desrespeitosa por parte da professora e registraram aquele feito", afirmou o advogado.
Ao chegarem à escola e terem acesso às imagens do circuito interno de segurança da sala de aula, a família percebeu a atitude da professora e decidiu registrar um boletim de ocorrência relatando a situação. As imagens mostram a docente esfregando a prova no rosto do aluno, estudante do 3º ano do ensino fundamental.
De acordo com Lucas Salmom, a professora foi provisoriamente afastada de suas funções em sala de aula e deverá responder a um processo administrativo disciplinar.
"Essa profissional foi provisoriamente afastada da sala de aula e está submetida a um processo administrativo disciplinar pela Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais", informou o advogado.
A mãe do menino registrou um boletim de ocorrência após tomar conhecimento do episódio e classificou a situação como "extremamente grave".
O caso está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente, em Belo Horizonte.
Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado após a denúncia registrada na quarta-feira (16/9), e a investigação está em andamento para apurar as circunstâncias do episódio e eventual responsabilidade criminal.
Além da investigação policial, a Superintendência Regional de Ensino Metropolitana iniciou uma apuração preliminar para reunir informações, analisar os fatos e verificar eventual responsabilização da professora.
Segundo a Secretaria de Estado de Educação, o procedimento garante à servidora o direito ao contraditório e à ampla defesa.
O serviço de inspeção da pasta esteve na escola na sexta-feira (18) para realizar os procedimentos de apuração, e a direção da unidade recebeu os responsáveis pelo estudante, registrando a ocorrência em ata escolar.
A investigação ainda não foi concluída e, portanto, a denúncia não representa uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal ou administrativa da professora.
A apuração policial e o procedimento da Secretaria de Educação são independentes e deverão indicar as medidas cabíveis após a análise dos fatos.
O Metrópoles procurou a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, mas até a publicação não havia resposta.