Sobrevivente de atentado contra Trump morre dois anos após ser baleado

Donald Trump é ajudado pelo Serviço Secreto durante comício de campanha, em Butler, Pensilvânia, EUA - 13/07/2024/Brendan McDermid
Jim Copenhaver, sobrevivente do ataque em Butler, na Pensilvânia, morreu aos 76 anos por complicações dos ferimentos sofridos em 2024
Jim Copenhaver, um dos sobreviventes do atentado contra Donald Trump durante um comício de campanha em Butler, na Pensilvânia, em julho de 2024, morreu aos 76 anos. O presidente dos Estados Unidos confirmou a morte do apoiador em suas redes sociais, prestando homenagens ao homem que havia sido gravemente ferido no ataque.
Trump anunciou o falecimento de Jim Copenhaver no dia 24, por meio de sua conta no Truth Social. O apoiador tinha sido baleado no braço e no abdômen durante o evento de campanha realizado em 13 de julho de 2024, tornando-se um dos dois participantes gravemente feridos naquela ocasião.
A morte de Jim Copenhaver
Um comunicado atribuído ao advogado da família não especificou a causa da morte. No entanto, o procurador-geral da Pensilvânia, Dave Sunday, afirmou no X, antigo Twitter, que Jim Copenhaver morreu "por complicações decorrentes" dos ferimentos sofridos no ataque. A declaração esclarece o que o comunicado familiar deixou em aberto.
Trump lamentou profundamente a perda e chamou Jim Copenhaver de "um verdadeiro patriota". "Um verdadeiro patriota americano faleceu. Uma perda enorme!", escreveu o presidente em sua conta no Truth Social. O republicano também destacou a resistência do apoiador após ser baleado: "Após ser ferido enquanto protegia sua família, Jim demonstrou enorme coragem, continuou LUTANDO, LUTANDO, LUTANDO e manteve um espírito positivo apesar das dificuldades inimagináveis", afirmou Trump.
O atentado em Butler
O ataque de julho de 2024 também provocou a morte de outro espectador no próprio dia do ocorrido. O bombeiro Corey Comperatore, de 50 anos, perdeu a vida ao se jogar sobre sua família para protegê-la dos disparos. Sua esposa relatou ao governador que ele foi atingido nesse gesto heroico.
"Todos os líderes precisam baixar a temperatura, abandonar o discurso de ódio que existe e buscar um futuro melhor e mais brilhante para esta nação", disse o governador Shapiro na ocasião.
O próprio Trump foi ferido de raspão na orelha durante o ataque. Nos vídeos que registraram o momento, é possível ouvir os tiros e, logo depois, Trump leva a mão à orelha e se abaixa, enquanto agentes do Serviço Secreto correm para protegê-lo no palanque. Ao ser retirado do local, o republicano ergueu o punho em direção à multidão. "Senti a bala rasgando a pele", escreveu Trump em uma rede social.
O atirador, identificado como Thomas Crooks, tinha 20 anos e morava em Bethel Park, na Pensilvânia, a cerca de 60 km do local do comício. Crooks havia se formado na Escola Secundária Bethel Park em 2022 e estava registrado como eleitor republicano em um banco de dados de eleitores da Pensilvânia. O jovem não portava documento de identificação quando foi morto pelo Serviço Secreto, e o FBI precisou analisar seu DNA para confirmar sua identidade, conforme explicou Kevin Rojek, agente especial encarregado do escritório de Pittsburgh.
A morte de Jim Copenhaver encerra o ciclo de vida de mais uma vítima do atentado em Butler. Com seu falecimento, o saldo do ataque passa a incluir duas mortes confirmadas entre os espectadores presentes no comício, além dos ferimentos sofridos pelo próprio presidente Trump.