IPCA de agosto tem deflação de 0,32%

Quatro grupos registraram queda no IPCA de agosto, com destaque para Habitação, impulsionada pelo Bônus de Itaipu na energia elétrica
A inflação medida pelo IPCA de agosto de 2026, divulgada nesta sexta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou deflação de 0,32%, resultado 0,39 ponto porcentual abaixo da alta de 0,07% registrada em julho. No ano, o índice acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,22%. Quatro dos nove grupos pesquisados apresentaram deflação no período. Os grupos que recuaram foram Habitação (-1,87%), o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, seguido por Transportes (-0,86%), Alimentação e Bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%). Segundo o IBGE, a principal contribuição para a queda do grupo Habitação veio da energia elétrica, que recuou 7,63% no mês, devido ao Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto.
**Transportes e combustíveis em queda** Em Transportes, o resultado negativo refletiu, principalmente, a forte redução nas passagens aéreas (-13,7%) e a queda dos combustíveis (-0,91%), com recuos no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%).
**Alimentação e Bebidas** O grupo Alimentação e Bebidas variou -0,34%, após o recuo de 0,67% em julho, por influência da alimentação no domicílio (-0,61%). As principais quedas foram registradas na batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%).
No lado das altas, destacaram-se o leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%). Os cinco grupos que apresentaram alta no IPCA de agosto foram Despesas Pessoais (1,30%), Artigos de Residência (0,64%), Educação (0,47%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,23%) e Vestuário (0,12%). O grupo Despesas Pessoais registrou o maior impacto positivo no índice do mês (0,13 ponto porcentual), puxado pela alta do cigarro, que disparou 19,59% e respondeu pelo maior impacto individual positivo no IPCA de agosto (0,11 p.p.). O resultado do IPCA de agosto reforça o cenário de pressão inflacionária controlada, com quatro grupos em deflação e contribuições positivas concentradas em categorias específicas, como Despesas Pessoais.